Empossado novo presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE) nessa terça-feira (4), o vereador licenciado Rogério de França Martins, o “Rogerinho da Dakar”, frisou que o modelo atual da autarquia ainda não é capaz de resolver a crise no abastecimento de água e por isso o município ainda depende de caminhões pipa. Ao lado da prefeita Flávia Moretti (PL), ele defendeu a concessão do serviço à iniciativa privada como saída definitiva para o problema.
Durante coletiva de imprensa, Rogerinho reconheceu que, no cenário atual, o uso dos caminhões continuará sendo necessário para atender bairros afetados pela escassez. No entanto, sustentou que a solução estrutural passa pela transferência da gestão à iniciativa privada, citando a capital mato-grossense como exemplo.
“Com a autarquia do jeito que está, o caminhão-pipa ainda é necessário. Para resolver a situação de forma definitiva, é a concessão”, declarou.
O novo presidente também afirmou que pretende adotar uma postura mais próxima das comunidades, especialmente nos casos de moradores que não possuem hidrômetro e enfrentam dificuldades para solicitar abastecimento emergencial. Ele garantiu que o atendimento será “humanizado” e direto, com portas abertas para a população.
Rogerinho disse ainda que já iniciou diálogo com representantes de presidentes de bairro e que pretende convocar uma reunião ampla para elaborar um plano de ação conjunto. De acordo com ele, cada líder comunitário conhece a realidade da sua região e poderá contribuir na definição de prioridades.
Ao final da coletiva, o presidente do DAE fez um apelo público por recursos financeiros. Ele solicitou o envio de emendas parlamentares de deputados estaduais, federais e senadores, além de apoio do Governo do Estado. Segundo Rogerinho, sem reforço orçamentário, a autarquia não tem condições de avançar em obras e melhorias no sistema de abastecimento.
“O DAE não se movimenta sem dinheiro. Precisamos de recursos para dar uma resposta rápida à população”, afirmou.
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