- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 12 , JANEIRO 2026


ALLAN MESQUITA
Reportagem
A viúva do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, Rafaela Pedroso, disse que nunca deixou de acreditar que o assassino do marido seria preso. A declaração foi feita após a captura de Raffael Amorim de Brito, ocorrida nesta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro (RJ), quase 2 anos após o crime.
“Eu nunca deixei de acreditar que ia pegar. Demorou, mas pegou. E agora eu quero justiça”, afirmou Rafaela em entrevista ao programa Cadeia Neles (TV Vila Real, canal 10.1), ao comentar a prisão do suspeito apontado como autor do assassinato do sargento.
Raffael Amorim de Brito foi localizado após semanas de monitoramento das forças de segurança. Imagens da operação mostram 4 policiais abordando o veículo onde o criminoso e outros dois suspeitos, que foram rendidos. De acordo com as investigações, ele estava escondido no Complexo do Alemão, mas foi identificado ao sair da comunidade para praticar um roubo a residência, o que possibilitou a ação coordenada das equipes policiais.
Segundo o secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, o suspeito contava com apoio no Rio de Janeiro, mas não conseguiu escapar do cerco montado pelas forças de segurança.
Ainda abalada, Rafaela destacou que a prisão representa um passo importante, mas que a família espera respostas. “Eu quero que ele responda por tudo que ele fez. Se ele tivesse respondendo antes, não teria acontecido isso com meu esposo”, disse.
Ela também defendeu mudanças na legislação. “Não adianta prender e soltar. Ele tem que pagar, e todos que estiverem envolvidos também.”
A viúva relembrou o legado deixado pelo sargento Odenil, descrito como um profissional exemplar e respeitado por onde passou. A ausência do militar ainda é sentida principalmente pelos filhos, que cresceram sem a presença do pai. “Para as crianças é mais difícil, mas estou cumprindo esse papel de pai e mãe”, concluiu.
De acordo com a Polícia Civil, Raffael passará por audiência de custódia Rio de Janeiro (RJ), cidade onde foi realizada a sua prisão. A equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já solicitou a transferência do indiciado para Cuiabá, onde ele vai responder pelo crime.