quinta-feira, 5 - fevereiro 2026 - 12:26



GOLPES VIRTUAIS

Operação bloqueia R$ 3,4 milhões de ‘piratas da internet’ em Cuiabá e VG


Da Redação / FatoAgora
Divulgação
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Mímese, que resultou no bloqueio de mais de R$ 3,4 milhões pertencentes a um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais, além de crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As ações ocorreram em Cuiabá e Várzea Grande.

Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e determinadas medidas cautelares para a indisponibilidade de bens e valores, com bloqueio estimado em R$ 182,3 mil por investigado. Ao todo, 19 pessoas são alvo das decisões judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital, a partir de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

As apurações tiveram início após uma empresa do setor agropecuário relatar ter sido vítima do golpe conhecido como “falso chefe”,  quando criminosos se passam por superiores hierárquicos para induzir transferências bancárias. Segundo a polícia, os suspeitos criaram um perfil falso em aplicativo de mensagens utilizando a imagem real do proprietário da empresa.

A partir da fraude, os criminosos convenceram a funcionária do setor financeiro de que se tratavam de ordens legítimas, levando-a a efetuar transferências para pagamento de notas fiscais falsas, emitidas em nome de terceiros utilizados como laranjas.

No decorrer das investigações, a Polícia Civil identificou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, no qual os valores obtidos eram rapidamente distribuídos entre diversas contas bancárias, prática conhecida como pulverização, usada para dificultar o rastreamento dos recursos.

De acordo com os investigadores, havia divisão de funções entre os envolvidos, com responsáveis por receber, fracionar e redistribuir o dinheiro, o que reforça a suspeita de atuação organizada do grupo criminoso.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta a identificação de novos crimes e outros envolvidos, inclusive com possíveis ramificações fora de Mato Grosso.


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