- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 30 , JULHO 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (30), a Operação Replay para desarticular uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e atuação estruturada em diferentes estados. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, bloqueio de bens, quebra de sigilo e outras medidas cautelares contra 14 investigados.
Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a operação foi realizada simultaneamente em Cuiabá e Várzea Grande, além de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, e no Rio de Janeiro.
A ação é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Conforme a investigação, a análise de dados telemáticos revelou que o grupo manteve as atividades criminosas mesmo após as fases anteriores, utilizando um núcleo financeiro organizado, operadores externos, contas bancárias de terceiros e bens registrados em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível.
As investigações também apontaram que uma das principais lideranças da organização continuava comandando as atividades de dentro de uma unidade prisional de segurança máxima em Mato Grosso. De acordo com a Polícia Civil, o investigado emitia ordens relacionadas à movimentação financeira, prestação de contas e distribuição de recursos para integrantes que estavam em liberdade.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o patrimônio identificado. As medidas judiciais atingiram imóveis e veículos avaliados em cerca de R$ 17,2 milhões, entre apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, além de terrenos e automóveis. Paralelamente, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, a estratégia tem como objetivo enfraquecer a estrutura financeira da organização, impedindo que recursos de origem ilícita continuem sendo utilizados para financiar atividades criminosas ou ocultar patrimônio.
A operação recebeu o nome de Replay em referência à capacidade de reorganização do grupo após ações policiais anteriores. Com a nova fase, a Polícia Civil busca interromper a continuidade das atividades da organização, responsabilizar seus integrantes e atingir a base econômica que sustentava o esquema criminoso.