- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 14 , JANEIRO 2026


A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10.9), a Operação Tempo Extra, uma ofensiva contra uma facção criminosa responsável por movimentações milionárias ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Um dos alvos, identificado como J.I.A.J., foi preso preventivamente, apontado como sucessor das funções de liderança deixadas pelo tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, Paulo Witer Farias
Paelo, o W.T.
A ação é um desdobramento da Operação Apito Final, que em abril deste ano revelou um esquema de lavagem de mais de R$ 65 milhões em Mato Grosso. Nesta nova etapa, além da prisão, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, três de sequestro de veículos, uma suspensão de atividade econômica e o bloqueio de R$ 1 milhão em contas bancárias ligadas ao grupo.s.
São cumpridas, na operação, 15 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, sendo um mandado de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão, três de sequestro de veículos e uma suspensão de atividade econômica, além de bloqueios de valores em contas bancárias, no valor de R$ 1 milhão.
Avanço das investigações
A investigação da GCCO e da Draco é um desdobramento da Operação Apito Final, que teve início após informações de que o líder de uma facção, que foi preso na ação, ainda estava conectado com associados para continuidade das atividades criminosas.
Entre os alvos da operação de hoje, estão integrantes do grupo criminoso que teriam assumido a responsabilidade de dar continuidade às ações criminosas do líder. Alvo do mandado de prisão, o investigado, J.I.A.J., é apontado como um dos articuladores da continuidade das operações criminosas.
Segundo as investigações, o investigado teria papel estratégico na reestruturação financeira da facção após os bloqueios e prisões da Operação Apito Final, além de ser responsável por auxiliar na fuga de comparsas, sendo um suporte logístico de criminosos.
As investigações apontaram ainda que o grupo continua com as atividades criminosas, com o objetivo de lavar dinheiro proveniente dos crimes, por meio da movimentação de recursos ilícitos, inclusive por meio de empresas de fachada e aquisição de veículos de alto valor.
Apito Final
Deflagrada em abril de 2024 pela Polícia Civil, por meio da GCCO/Draco, a Operação Apito Final revelou um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 65 milhões. Na ocasião, foram cumpridas 54 ordens judiciais, incluindo o sequestro de 45 veículos e a indisponibilidade de 33 imóveis.
A investigação, realizada ao longo de dois anos, apontou que o alvo principal utilizava diversas pessoas — entre amigos, familiares e advogados que atuavam como ‘laranjas’ — para adquirir imóveis, comprar e vender carros e atuar na locação de veículos com o dinheiro das práticas criminosas.