- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


O empresário Byron de Souza Prado, integrante do grupo “Legendários”, foi um dos 25 alvos da Operação Doce Amargo – Acorde Final, deflagrada nesta quinta-feira (30) pela Polícia Civil de Mato Grosso. A ação tem como objetivo desarticular uma facção criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas.
Durante a operação, foram apreendidas porções de Skunk, conhecida como supermaconha, no carro de Byron, uma Mercedes-Benz C-180 adesivada com o símbolo do grupo cristão.
A operação representa a fase final de uma série de investigações iniciadas em 2023, que identificou uma rede de narcotraficantes com atuação na Baixada Cuiabana e ramificações em outros estados. Entre os alvos está também Jimi Hendrix Alves da Silva, apontado como fornecedor de droga tipo “Colômbia”, derivada da maconha, com diferentes formatos e concentrações de THC.
A Justiça expediu 25 mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de contas bancárias dos investigados e o sequestro de veículos utilizados nas atividades ilícitas. As ordens judiciais são cumpridas em quatro estados: Mato Grosso (Cuiabá e Várzea Grande), Amazonas (Tefé), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande do Norte (Natal). Os investigados respondem pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Todos os alvos da Operação Doce Amargo – Acorde Final:
Jimi Hendrix Alves da Silva
Kemilly Karisia Soares Magalhães
Marlize de Lima Rodrigues
Felipe Augusto dos Santos Gomez
Matheus Nacor Carvalhedo de Arruda
Wender Brayon Nanyny de Souza
Everton de Oliveira Silva
Altivan Calvario de Barros
Adriano de Oliveira Leme Braz
Douglas da Silva Moreira
Jeferson Pereira da Silva
Pedro Eloy Ribeiro Astorga
Davi Benedito dos Santos Filho
Gabryel Lucas Rodrigues de Oliveira
Rômulo Vinicius Martins
Wellington Rafael Santos da Silva
Arthur Canedo Gonçalves
Byron de Souza Prado
Gilmar Augusto Queiroz de Amorim
Pablo da Costa Cortez
Benedito Lucas da Silva Monteiro
Lucas Vedana Scheis
Thaina Louise de Paula Lopes
Hélio de Oliveira Junior
Ronald Velasco de Souza
Estrutura da quadrilha
Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a quadrilha operava de forma estruturada, com divisão clara de funções: fornecedores, intermediários, distribuidores e responsáveis pela logística de transporte e armazenamento.
O grupo mantinha casas-cofre para armazenar drogas, estabelecia rotas interestaduais e movimentava grandes quantidades de maconha, cocaína e haxixe de forma coordenada. Fornecedores eram mantidos em outros estados, especialmente no Rio de Janeiro e Amazonas, e discutia-se transporte via Correios e transportadoras.
Além disso, a quadrilha estruturou um sistema paralelo de movimentação financeira, utilizando transações via Pix para pagamentos e ocultação de valores ilícitos, dificultando o rastreamento do dinheiro obtido com o tráfico.