- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), fez duras críticas à condução da economia pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o país enfrenta uma das maiores taxas de juros do mundo por conta do que classificou como “gastança irresponsável” da atual gestão federal.
Durante participação no programa Roda de Entrevistas (TV Mais 17.1), nesta quinta-feira (22), em Cuiabá, Pivetta comparou o cenário econômico atual com o período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defendendo que, naquele momento, houve maior responsabilidade fiscal. Segundo ele, os juros praticados no país atingiram patamares historicamente mais baixos sob a gestão do então ministro da Economia, Paulo Guedes.
“Nós tivemos os menores juros da história moderna do Brasil. Hoje, no governo Lula, por causa da gastança irresponsável, estamos com os maiores juros relativos do mundo. Se não for o primeiro, é o segundo maior”, afirmou.
Pivetta também direcionou críticas ao atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Para ele, o governo federal passou a competir diretamente com a iniciativa privada ao oferecer altos rendimentos em títulos públicos, prejudicando especialmente pequenos e médios empreendedores.
“O pequeno empresário vai ao banco e encontra juros de 15%, 18%, 20% ao ano. Enquanto isso, o Tesouro Nacional garante 15% para especuladores do mundo inteiro. Eles trazem dinheiro para aplicar em papéis do governo porque é mais vantajoso”, disparou.
O vice-governador ainda classificou governos que gastam mais do que arrecadam como “nocivos” à economia e criticou o que chamou de “farra das emendas parlamentares”, afirmando que o real impacto desse modelo ainda começa a vir à tona.
Ao concluir, Pivetta foi direto ao fazer uma defesa do modelo econômico adotado na gestão anterior. “O período do governo Bolsonaro, mesmo com a pandemia, foi muito melhor para quem empreende no Brasil. Tem hora que dá vontade de falar: saudades do Paulo Guedes. Dá saudade daquele tempo para a economia do país”, finalizou.