terça-feira, 11 - agosto 2026 - 12:20



CHAPA DE VICE

Pivetta oficializa recuo de Fábio e nega racha com Mauro; ‘decisão de consenso’


Allan Mesquita / Do Local
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou nesta terça-feira (11) o recuo do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) da candidatura a vice-governador e afirmou que a decisão foi tomada de forma consensual dentro do grupo político. Garcia deverá disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, enquanto Pivetta mantém o projeto de candidatura ao Governo de Mato Grosso e reafirma o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) como seu primeiro nome para o Senado, com Margareth Buzetti (PP) como segunda opção.

A mudança ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar supostas irregularidades relacionadas ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. A operação atingiu integrantes e pessoas ligadas ao núcleo do governo. Entre as medidas determinadas pela Justiça está a proibição de comunicação entre investigados, restrição que pode dificultar a articulação política e a organização de uma campanha eleitoral envolvendo integrantes do mesmo grupo.

Pivetta afirmou que Garcia decidiu recuar por livre e espontânea vontade e que a decisão foi recebida com tranquilidade pelos aliados. Segundo o governador, o grupo continuará apoiando o deputado na tentativa de permanecer em Brasília.

O governador negou que o recuo represente uma ruptura política e afirmou que a decisão foi construída após uma série de conversas entre as lideranças. “Foi uma decisão de consenso do nosso grupo todo”, reforçou. Pivetta também negou que tenha sido necessária uma nova reunião para tentar convencer Garcia a permanecer na disputa pela vice. Para ele, o cenário foi avaliado pelo conjunto de aliados e a escolha acabou sendo pelo retorno de Garcia à disputa federal.

Questionado sobre a demora para uma definição e sobre a reação de Mauro Mendes, Pivetta classificou o processo como complexo e afirmou que foram necessárias várias conversas e reuniões. Apesar das discussões políticas, garantiu que o funcionamento do Estado não foi prejudicado durante o período de indefinição. Sobre Mauro, disse ter percebido o ex-governador “com muita serenidade” e “muito tranquilo” diante da decisão.

Pivetta também afirmou que continua confiando no grupo político e que a oposição teria aproveitado a grande especulação provocada pela indefinição dos últimos dias. O governador, no entanto, evitou afirmar o que havia de verdadeiro nas informações que circularam durante o período de negociação. Segundo ele, apesar da movimentação, o grupo permanece unido e continuará trabalhando em torno do projeto eleitoral de 2026.

Com o recuo de Garcia, Pivetta mantém Mauro Mendes como seu primeiro candidato ao Senado e Margareth Buzetti como segunda opção. O governador também reforçou que pretende preservar o modelo de gestão iniciado durante o governo Mauro Mendes e afirmou que a proposta é manter as ações que deram resultado e aperfeiçoar aquilo que ainda precisa ser melhorado.

Operação
A Operação Heritage também provocou mudanças na estrutura do Governo de Mato Grosso. Pivetta confirmou a saída do procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, que teria pedido exoneração após ser citado no âmbito da investigação. O governador afirmou que aceitou o pedido e nomeou outro procurador para comandar a Procuradoria-Geral do Estado.

Sobre a investigação, Pivetta afirmou que tomou conhecimento dos aspectos jurídicos relacionados ao caso, mas evitou fazer comentários sobre o mérito das apurações. Disse que as determinações judiciais estão sendo cumpridas e adotou cautela ao tratar da situação dos investigados. “Ninguém é culpado até que se prove que é culpado”, declarou.

Apesar do cenário jurídico e da mudança na composição da chapa, Pivetta reforçou que pretende continuar conduzindo o grupo político e que não está disposto a abrir mão dos próprios princípios para alcançar o poder. “Eu não vendo a alma para chegar ao poder. O poder é do tamanho da responsabilidade”, afirmou.

O governador disse ainda que não faltará disposição para tomar as decisões necessárias e continuar liderando o projeto político. Com a saída de Garcia da chapa, a estratégia passa a ser reorganizada, mas Pivetta sustenta que o objetivo central permanece o mesmo: disputar o Governo de Mato Grosso, manter a aliança construída nos últimos anos e preservar o grupo político unido para as eleições de 2026.


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