terça-feira, 28 - abril 2026 - 15:59



CONTRATOS NÃO RENOVADOS

Após protestos, Pivetta recua e admite rever demissões no Samu; vídeo


Da Redação / FatoAgora
Pivetta e Max Russi – Mayke Toscano/Secom-MT
Pivetta e Max Russi – Mayke Toscano/Secom-MT

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) recuou e admitiu que pode rever a rescisão de contratos de profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A declaração foi feita nesta terça-feira (28), durante reunião da Comissão de Saúde na Assembleia Legislativa, diante de servidores e representantes do Ministério da Saúde.

Pressionado por denúncias de paralisação de ambulâncias e pelo não reconhecimento de 56 contratos, Pivetta afirmou que pretende abrir diálogo direto com a categoria já na próxima quinta-feira (30). O objetivo, segundo ele, é evitar o agravamento da crise e encontrar uma solução conjunta.

“É preciso que sejamos honestos: não tem razão de criarmos uma encrenca, uma briga, onde não precisamos. Eu não quero brigar com os servidores de Mato Grosso”, declarou o governador, em um dos trechos mais enfáticos da reunião.

A crise no Samu ganhou força após servidores apontarem que, além dos desligamentos, houve mudanças na gestão do serviço com a entrada do Corpo de Bombeiros no comando das operações, medida que, segundo a categoria, teria contribuído para a desorganização do atendimento em Cuiabá e região metropolitana.

Sem descartar mudanças, Pivetta indicou que o governo avalia a possibilidade de renovar os contratos encerrados, desde que haja alinhamento sobre a estrutura e o funcionamento do serviço. Ele também ressaltou a necessidade de evitar sobreposição de funções entre Samu e Bombeiros, em um cenário de limitados recursos públicos.

“Eu vou chamar vocês para uma reunião, mas quero entender como está o Samu em Cuiabá e como está o Corpo de Bombeiros, para a gente não fazer sombreamento, porque não temos dinheiro para jogar fora”, afirmou.

Apesar do discurso de contenção de gastos, o governador garantiu que há recursos suficientes para manter o atendimento, desde que haja organização e cooperação entre os órgãos envolvidos. “Temos o dinheiro necessário para fazer o nosso serviço bem feito. Podemos rever, fazer aditivo, renovar. Não tem problema. Vamos decidir isso juntos, pelo bem do Estado”, completou.

A reunião desta quinta deve ser decisiva para definir o futuro dos profissionais afetados e o modelo de gestão do Samu em Mato Grosso. Enquanto isso, a população segue enfrentando incertezas sobre a continuidade e a eficiência do atendimento de emergência na região.

Veja o vídeo:


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