- CUIABÁ
- SÁBADO, 21 , FEVEREIRO 2026
Com a meta de conquistar entre duas e três cadeiras na Câmara dos Deputados, o Partido Liberal (PL) já consolidou seu grupo de candidatos para o próximo pleito. No entanto, o excesso de competitividade interna gerou um efeito colateral: a possibilidade de perda de dois nomes importantes para legendas concorrentes.
O deputado federal Nelson Barbudo e o pecuarista Thiago Boava avaliam deixar a sigla liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Barbudo mantém negociações avançadas com o Podemos, enquanto Boava sinaliza uma aproximação com o Republicanos.
A motivação, segundo interlocutores próximos, seria estritamente estratégica. Diante de uma chapa considerada “pesada” e com alto potencial de votos, ambos buscam siglas onde o quociente eleitoral seja mais acessível e a concorrência interna menos acirrada, aumentando suas chances de êxito nas urnas.
Mesmo com as possíveis saídas, o PL já possui uma lista de nove nomes de peso para o teste das urnas, marcada por um perfil conservador e forte presença do agronegócio e da segurança pública:
Coronel Assis (União): O parlamentar e oficial da reserva da PM está em processo de migração para o PL.
Coronel Fernanda: Já vinculada ao partido, busca a renovação do mandato.
Rosana Martinelli: Ex-prefeita de Sinop e representante da força política do Norte do estado.
Leonardo Albuquerque: Ex-deputado federal que deixa o Republicanos para reforçar a sigla.
Representação Municipal: As vereadoras Luiza Böer (Juína) e Gislaine Yamashita (Primavera do Leste), além do empresário Rodrigo da Zaeli.
A cúpula do PL em Mato Grosso trabalha para conter as dissidências, argumentando que a força da legenda e a identificação com o eleitorado bolsonarista garantem uma legenda forte. Caso Barbudo e Boava confirmem a saída, o partido deverá buscar novos quadros para manter o volume de votos necessário para atingir a meta de três parlamentares em Brasília.