terça-feira, 23 - setembro 2025 - 18:08

Polícia Civil indicia assassino da UFMT por feminicídio


Reyvan da Silva é apontado como estuprador em série. Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, foi vítima dos crimes no dia 23 de agosto
Reyvan da Silva é apontado como estuprador em série. Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, foi vítima dos crimes no dia 23 de agosto

A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou, nesta terça-feira (23), Reyvan da Silva Carvalho pelos crimes de estupro e homicídio qualificado, na forma de feminicídio. Ele é apontado como o responsável pela morte de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, assassinada no dia 23 de julho, em uma área desativada do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.

Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima foi estuprada e, em seguida, morta de forma brutal. Laudos periciais, exames de DNA e depoimentos de testemunhas reunidos pela polícia confirmaram a prática de violência sexual antes do assassinato.

O delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, informou que, devido à gravidade dos crimes e à periculosidade do investigado, a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva. “A medida é necessária para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações”, destacou o delegado.

Série de crimes

Além do assassinato de Solange, Reyvan é investigado por outros crimes semelhantes. Análises realizadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificaram que o DNA do suspeito também foi encontrado em outros três casos registrados em Cuiabá: um feminicídio com estupro em 2020, no bairro Parque Ohara; e dois estupros, um em 2021, no bairro Tijucal, e outro em 2022, no bairro Jardim Leblon.

O nome do suspeito apareceu durante consulta aos sistemas de segurança pública, que revelaram uma prisão anterior relacionada ao estupro de 2021. Com base nos indícios reunidos, a DHPP prendeu Reyvan no dia 29 de agosto, dentro do campus da UFMT, possivelmente enquanto buscava fazer uma nova vítima.

Vestígios de DNA do suspeito foram encontrados no corpo de Solange, inclusive sob as unhas da vítima, além de em uma bituca de cigarro deixada na cena do crime. O material genético foi decisivo para a elucidação do caso.

A Polícia Civil afirmou que seguirá empenhada na responsabilização do acusado e na investigação de possíveis outros crimes relacionados. “Reafirmamos nosso compromisso no combate à violência contra a mulher e seguiremos firmes na elucidação completa dos crimes”, declarou o delegado Bruno Abreu.

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