- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 29 , OUTUBRO 2026
Roseli Loss, chefe de gabinete do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, presa nesta quinta-feira (29) durante a Operação Tomada de Contas, da Polícia Federal (PF), publicou nas redes sociais registros de viagens internacionais, passeios turísticos e hospedagens de luxo. Em um dos vídeos, ela utiliza um áudio que ironiza críticas sobre o padrão de vida e faz referência à possibilidade de ser procurada pela Receita Federal por uma suposta incompatibilidade entre o estilo de vida e o saldo bancário.
“O meu medo é a Receita Federal me procurar achando que estou escondendo dinheiro, porque os meus status e a minha conta bancária não estão batendo”, diz o áudio utilizado na publicação.
Em fevereiro deste ano, Roseli viajou aos Estados Unidos acompanhada da filha. Durante a viagem, visitou pontos turísticos como a Times Square, em Nova York, e a Disney. Em um vídeo publicado no perfil, ela aparece ao lado da filha em diferentes locais do roteiro. A conta também reúne registros de outros destinos, incluindo praias.
A publicação mais recente mostra Roseli ao lado da jornalista Giseli Almeida, irmã de Sérgio Ricardo, durante uma hospedagem no Rosewood São Paulo, na capital paulista, há cerca de três dias.
Localizado no complexo Cidade Matarazzo, na região da Bela Vista, próximo à Avenida Paulista, o hotel é conhecido pelo padrão de luxo. Segundo levantamentos sobre o setor hoteleiro, as diárias podem ultrapassar R$ 11 mil, dependendo da acomodação e da data.
Roseli é pessoa de confiança de Sérgio Ricardo há anos e trabalhou com ele quando o atual presidente do TCE-MT ainda era deputado estadual.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, ela teria realizado saques em dinheiro vivo que somam aproximadamente R$ 3,5 milhões. Parte dos valores teria sido repassada a Adriangelo Barros Antunes, também preso na operação.
A apuração aponta ainda que Roseli movimentava contas vinculadas a Sérgio Ricardo antes mesmo de se tornar procuradora bancária do presidente do tribunal.
Prisão
Roseli foi presa preventivamente por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), durante a operação que investiga um suposto esquema de desvio e circulação de recursos públicos no TCE-MT.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria utilizado saques em espécie para movimentar recursos de origem suspeita e dificultar o rastreamento do dinheiro. A investigação também apura o possível envolvimento de servidores e integrantes da cúpula do tribunal na estrutura.
As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam uma condenação. Roseli permanece à disposição da Justiça.