- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
A redução na conta de luz foi um dos principais fatores que contribuíram para a desaceleração da prévia da inflação oficial de janeiro, que fechou em 0,20%, abaixo dos 0,25% registrados em dezembro. Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,5% em 12 meses, atingindo o limite superior da meta de inflação do governo. No mês anterior, o acumulado era de 4,41%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) registraram queda nos preços. Já os demais apresentaram altas, com destaque para Saúde e cuidados pessoais (0,81%) e Comunicação (0,73%).
No grupo habitação, a energia elétrica caiu 2,91%, sendo o principal item a pressionar a inflação para baixo. A redução ocorreu após a mudança da bandeira tarifária, definida pela Aneel, de amarela para verde, o que eliminou a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Passagens aéreas e transporte urbano
Em transportes, a queda foi influenciada principalmente pelas passagens aéreas (-8,92%) e pelas tarifas de ônibus urbanos (-2,79%). Em Belo Horizonte, a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados reduziu o valor das passagens em 18,26%.
Na contramão, os combustíveis subiram 1,25%, com altas no etanol (3,59%), gasolina (1,01%), gás veicular (0,11%) e diesel (0,03%). A gasolina teve o maior impacto individual no índice, com 0,05 ponto percentual. Para fevereiro, a expectativa é de recuo, após a Petrobras anunciar redução de 5,2% no preço da gasolina nas distribuidoras.
Alimentos voltam a subir
O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,31%, acima dos 0,13% registrados em dezembro. A alimentação no domicílio avançou 0,21%, impulsionada por tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Por outro lado, quedas no leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) evitaram uma inflação maior.
Diferença entre IPCA-15 e IPCA
O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA, índice oficial de inflação usado como base para a política de metas do governo, fixada em 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual. A diferença está no período de coleta e na abrangência geográfica: a prévia considera preços coletados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026.
O IPCA cheio de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.