Professor de jiu-jítsu é preso acusado de tocar partes íntimas de alunas em MT
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O professor de artes marciais João Leonardo da Silva foi preso após ser acusado por abusar sexualmente de uma adolescente de 14 anos durante aulas de jiu-jítsu em um projeto social, em Nova Ubiratã (502 km de Cuiabá), nesta terça-feira (29). Após o episódio, as aulas foram suspensas no local.
De acordo com a denúncia, feita pela mãe da vítima, a jovem relatou que o instrutor teria tocado suas partes íntimas durante os treinos, sob o pretexto de correções técnicas. Os abusos teriam ocorrido por vários dias dentro da academia situada na Avenida Getúlio Vargas.
A genitora afirmou que a filha ficou com medo de denunciar por receio de sofrer represálias. Além disso, outras três alunas teriam citado comportamentos semelhantes do mesmo professor.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, após a denúncia interna no projeto, o suspeito procurou a mãe da jovem em seu local de trabalho e tentou impedi-la de levar o caso adiante, dizendo que “deixasse a história entre eles”. Em seguida, passou a ameaçá-la, afirmando que conhecia uma pessoa que poderia agredir sua filha e deixá-la sem roupa em frente à escola, caso ela insistisse em acionar as autoridades.
Com base nessas informações, a Polícia Militar realizou diligências e localizou o suspeito, que foi detido sem resistência e conduzido à Delegacia Judiciária Civil de Nova Ubiratã.
O caso está sendo investigado.
Nota
Em virtude das graves denúncias veiculadas envolvendo o Professor de Jiu-jitsu, João Confessor, comunicamos a todos os participantes, pais, responsáveis e à comunidade em geral que as aulas de Jiu-Jitsu estão imediatamente suspensas por tempo indeterminado.
A ANJU foi surpreendida com as informações divulgadas e manifesta total repúdio a qualquer forma de abuso ou conduta que atente contra a integridade física, emocional ou moral de crianças e adolescentes.
A Associação Nova-ubiratãense de Judô – ANJU, com mais de 11 anos de atuação ininterrupta em Nova Ubiratã, vem a público prestar esclarecimentos sobre os recentes acontecimentos envolvendo um professor de Jiu-Jitsu voluntário.
Durante todo esse período, jamais houve qualquer fato que pudesse manchar a imagem da instituição, cuja trajetória sempre foi marcada por um trabalho sério, ético e comprometido com a formação esportiva e moral de crianças, adolescentes e jovens de nossa comunidade, visando o foco, disciplina e respeito mútuo.
No ano passado, o professor João Confessor nos procurou com a proposta de iniciar um projeto social de Jiu-Jitsu, oferecendo suas aulas de forma totalmente voluntária. Como de praxe, foram levantadas todas as informações a seu respeito e, à época, nada pesava contra sua conduta. Diante disso, a ANJU cedeu, sem qualquer custo ou cobrança, o espaço físico para que as atividades pudessem ser realizadas.
Contudo, diante das recentes denúncias de possível conduta criminosa, informamos que:
•As aulas de Jiu-Jitsu estão suspensas por tempo indeterminado;
•O Professor foi imediatamente afastado de todas as atividades;
•A ANJU está colaborando com as autoridades competentes para a devida apuração dos fatos.
Repudiamos veementemente qualquer ato ilícito ou moralmente condenável, sobretudo aqueles que atentam contra a integridade de crianças e adolescentes. Tais condutas são absolutamente incompatíveis com os valores que sempre nortearam a ANJU: respeito, ética, disciplina e proteção.
O ocorrido nos entristece profundamente e abala toda a comunidade da associação, que sempre se dedicou com seriedade e zelo à promoção de um ambiente saudável e transformador.
Pedimos à população que trate o caso com a seriedade e o respeito que a situação exige, evitando julgamentos precipitados e compartilhamentos irresponsáveis. Nosso foco neste momento está na proteção e acolhimento das possíveis vítimas e no apoio irrestrito à justiça.
Seguiremos informando a comunidade conforme o avanço das investigações, com total transparência e responsabilidade.
Atenciosamente,
Coordenação da Associação Nova-ubiratãense de Judô – ANJU