quarta-feira, 4 - fevereiro 2026 - 15:11



ISENÇÃO DO IPTU

‘Quem mora em rua asfaltada é fácil falar’, diz Samantha sobre críticas


Da Redação / FatoAgora
Samantha Iris – Câmara de Cuiabá
Samantha Iris – Câmara de Cuiabá

A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL) saiu em defesa do projeto anunciado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) que prevê a isenção do IPTU para imóveis localizados em ruas sem pavimentação asfáltica. A proposta foi alvo de críticas de parlamentares da oposição, que classificaram a medida como eleitoreira.

As declarações mais duras partiram dos vereadores Maysa Leão e Daniel Monteiro, ambos do Republicanos, que apontaram possível uso político da iniciativa em meio à pré-candidatura de Samantha a deputada estadual. Para Maysa, o projeto não enfrenta os problemas reais da cidade e teria mais impacto no discurso do que na prática.

Em resposta, Samantha rebateu as críticas e afirmou que há um distanciamento da realidade por parte de quem vive em regiões já asfaltadas. “Provavelmente, as críticas são de pessoas que moram em locais onde a rua é asfaltada. Para quem mora em rua asfaltada é fácil opinar contra ou a favor. Se ela está contra, é só votar contra, não tem problema”, declarou.

A proposta da Prefeitura estabelece que o IPTU só seja cobrado em vias que já tenham pavimentação, com a justificativa de corrigir uma distorção histórica enfrentada por moradores que pagam imposto sem receber infraestrutura básica. Segundo o Executivo, a medida teria caráter temporário e estaria vinculada a um plano de investimentos em obras.

De acordo com o município, cerca de R$ 120 milhões já estão garantidos para ampliar a malha asfáltica da Capital ainda em 2026, com projetos em elaboração para atender diversos bairros. O prefeito também ressaltou que a isenção não será permanente e que o objetivo é acelerar o cronograma de pavimentação.

Samantha reforçou esse argumento ao afirmar que, após a chegada do asfalto, haverá valorização dos imóveis e, consequentemente, aumento do IPTU. “É uma forma de equilibrar agora, porque no momento em que a rua for asfaltada, o imposto vai voltar e em um valor mais alto, que muitas vezes o morador nem está esperando”, explicou.

Já a vereadora Maysa Leão voltou a questionar a efetividade da proposta, afirmando que muitas das áreas citadas sequer possuem regularização fundiária. “Estamos falando de regiões que, muitas vezes, nem pagam IPTU ainda. É um projeto vazio, feito para gerar barulho”, criticou. Ela também apontou inconsistências no cadastro urbano, com ruas que constam como asfaltadas no papel, mas não na realidade.

Na mesma linha, Daniel Monteiro levantou questionamentos fiscais e jurídicos, lembrando que qualquer renúncia de receita precisa obedecer à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ou seja, indicar de que forma o município irá compensar a perda de arrecadação. Para ele, o debate sobre a isenção acaba desviando o foco de aumentos de impostos aprovados no fim de 2025.

O projeto ainda será analisado pela Câmara Municipal e promete gerar embates entre base governista e oposição nas próximas sessões.


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