- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 22 , JUNHO 2026
Os eleitores de Roraima foram convocados às urnas para escolher o governador e o vice-governador que comandarão o estado até janeiro de 2027. A eleição suplementar foi determinada pela Justiça Eleitoral após a cassação da chapa vencedora do pleito estadual de 2022 por abuso de poder político e econômico.
Mais de 384 mil eleitores estavam aptos a participar da votação, realizada em centenas de seções eleitorais distribuídas pelos 15 municípios do estado. O novo governador assumirá um mandato tampão até a posse dos eleitos nas eleições gerais de 2026.
A convocação do pleito ocorreu após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato do então governador Edilson Damião e tornou inelegível o ex-governador Antonio Denarium. A condenação teve como base irregularidades apontadas durante a campanha eleitoral de 2022, incluindo o uso indevido da máquina pública, distribuição de benefícios sociais e repasses de recursos a municípios em desacordo com a legislação eleitoral.
A corrida pelo governo estadual reuniu três candidaturas. Entre elas, a do ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), apoiado pelo grupo político ligado ao ex-governador cassado. Também concorreu o governador interino Soldado Sampaio (Republicanos), que assumiu o comando do Executivo após deixar a presidência da Assembleia Legislativa. A terceira candidata foi a socióloga Nelita Frank (PT), representante da oposição.
O processo eleitoral foi marcado por disputas judiciais envolvendo o cumprimento dos prazos de desincompatibilização para candidatos que ocupavam cargos públicos. As controvérsias chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), gerando questionamentos sobre a situação de algumas candidaturas registradas para o pleito.
Além da disputa pelo governo de Roraima, eleitores de cinco municípios brasileiros participaram de eleições suplementares para prefeito e vice-prefeito. Os novos gestores exercerão mandatos até janeiro de 2029.
As eleições ocorreram nos municípios de Reginópolis e Tuiuti, em São Paulo; Joviânia, em Goiás; e Amparo da Serra e Bonito de Minas, em Minas Gerais. Os pleitos foram convocados após decisões da Justiça Eleitoral que resultaram na perda dos mandatos de candidatos eleitos nas eleições municipais de 2024.
As votações reforçam o papel da Justiça Eleitoral na garantia da legitimidade dos mandatos e na realização de novas eleições sempre que irregularidades comprometem o resultado das urnas.