- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 12 , JANEIRO 2026


ALLAN MESQUITA
Reportagem
A prisão em flagrante do segurança Rairo Andrey Borges, de 21 anos, acusado de matar o próprio filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos e 5 meses, foi convertida em prisão preventiva após audiência de custódia realizada na tarde deste domingo (4). Conforme apurou o FatoAgora, Rairo chegou a afirmar que estaria arrependido do crime.
O segurança está detido enquanto a Polícia Civil continua as investigações sobre o crime ocorrido na última sexta-feira (2), em Sorriso (420 km de Cuiabá). De acordo com o depoimento prestado à Polícia Civil, o investigado relatou que bebia um copo de whisky com energético enquanto escrevia uma carta de despedida para a família, momentos antes do homicídio. Ele afirmou ainda que não se lembra do que aconteceu depois, dizendo ter sofrido um “apagão”.
A carta deixada por Rairo indica que ele não aceitava o fim do relacionamento com a ex-namorada e estava emocionalmente abalado. No texto, ele descreve sentimentos de perda, culpa e desespero, afirmando que ainda nutria a expectativa de reconstruir a família, mas que essa esperança teria sido destruída ao descobrir que a ex-companheira havia iniciado um novo relacionamento com um amigo que trabalhava com ele.
O crime ocorreu em uma kitnet, onde Rairo estava com o filho antes de cometer o homicídio e, em seguida, tentar tirar a própria vida. Vizinhos estranharam a falta de respostas, arrombaram a porta e encontraram o homem em estado grave e a criança sobre a cama, além da carta de despedida. Rairo foi socorrido e, após receber atendimento médico, preso.
No documento, o suspeito pede perdão à mãe, à irmã, ao pai, a familiares e amigos, e manifesta afeto pelo filho, a quem descreve como o bem mais precioso de sua vida. Em um dos trechos, escreve: “Levei meu filho comigo porque ele era tudo pra mim”. Em outro momento, afirma que não conseguiu suportar o sofrimento psicológico: “Eu sempre fui forte, mas infelizmente a depressão me venceu”.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.