segunda-feira, 22 - junho 2026 - 06:20



ALERGIAS

Semana Mundial da Alergia alerta para prevenção e diagnóstico


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As doenças alérgicas já fazem parte da rotina de milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Estimativas apontam que cerca de 30% da população mundial convive com algum tipo de alergia, percentual semelhante ao registrado entre os brasileiros. A tendência, no entanto, é de crescimento. A previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, até 2050, metade da população global apresente algum quadro alérgico.

Especialistas atribuem esse aumento a diversos fatores, incluindo as mudanças climáticas, a poluição ambiental e a maior exposição a agentes capazes de desencadear reações do sistema imunológico.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), as alergias surgem quando o organismo reage de forma exagerada a substâncias que normalmente não representam riscos à saúde, provocando processos inflamatórios que podem afetar diferentes partes do corpo.

Rinite e asma estão entre as doenças mais comuns

A rinite alérgica é uma das condições mais frequentes no país e atinge aproximadamente 30% da população brasileira. Entre crianças e adolescentes, os índices também são elevados, impactando diretamente a qualidade do sono, o rendimento escolar e o bem-estar diário.

Os sintomas mais comuns incluem espirros frequentes, coriza, congestão nasal e coceira no nariz e nos olhos. Muitas pessoas convivem com esses sinais por anos sem procurar atendimento médico, acreditando que fazem parte da rotina.

Outra doença bastante prevalente é a asma alérgica, que afeta cerca de 20% dos brasileiros. A condição provoca falta de ar, chiado no peito, tosse persistente e sensação de aperto no tórax. Em casos mais graves, pode representar risco à vida, especialmente durante os períodos mais frios do ano, quando aumentam as crises respiratórias.

Dermatite atópica compromete qualidade de vida

A dermatite atópica também está entre as doenças alérgicas mais recorrentes. Trata-se de uma enfermidade crônica e não contagiosa que afeta principalmente crianças, embora também possa ocorrer em adultos.

Caracterizada por intensa coceira, ressecamento e lesões na pele, a doença pode gerar impactos físicos e emocionais significativos. Em muitos casos, o desconforto constante interfere no sono, nas atividades diárias e até mesmo na saúde mental dos pacientes.

Especialistas destacam que a maioria dos casos começa ainda nos primeiros anos de vida, exigindo acompanhamento contínuo para evitar agravamentos e melhorar a qualidade de vida.

Semana Mundial da Alergia reforça importância do diagnóstico

Entre os dias 21 e 27 de junho, a Semana Mundial da Alergia mobiliza profissionais de saúde e entidades médicas em diversos países com ações voltadas à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças alérgicas.

Neste ano, a campanha traz o tema “Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial”, ressaltando a importância do reconhecimento precoce dos sintomas e da busca por orientação especializada.

A iniciativa também alerta para o fato de que muitas pessoas convivem com manifestações alérgicas sem saber que podem receber tratamento adequado para controlar os sintomas e evitar complicações.

Alergia não tem cura, mas pode ser controlada

Embora a predisposição genética seja um dos principais fatores associados às alergias, especialistas ressaltam que a maioria dos casos pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamento adequado.

O primeiro passo é identificar qual substância está provocando as reações. Para isso, podem ser realizados testes específicos na pele ou exames laboratoriais que ajudam a identificar os agentes desencadeantes.

Com o diagnóstico correto, é possível adotar medidas para reduzir a exposição aos alérgenos e utilizar medicamentos quando necessário, permitindo que o paciente tenha uma vida normal e com menos limitações.

Cuidados dentro de casa fazem diferença

Além do tratamento medicamentoso, o controle ambiental é considerado uma etapa fundamental no combate às alergias. A redução da poeira, do mofo e dos ácaros dentro de casa contribui para diminuir crises respiratórias e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Especialistas recomendam atenção especial aos ambientes fechados durante o inverno, período em que as pessoas costumam permanecer mais tempo em locais com pouca ventilação.

Quando procurar ajuda médica

Médicos alertam que sintomas como tosse persistente, espirros frequentes, coceira na pele, falta de ar e congestão nasal recorrente não devem ser ignorados nem tratados como algo normal.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento com alergistas ou imunologistas podem prevenir crises mais graves e garantir maior qualidade de vida ao paciente.

A orientação é que pessoas com sintomas recorrentes procurem avaliação especializada para identificar a causa do problema e iniciar o tratamento mais adequado o quanto antes.


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