- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 2 , MARÇO 2026
O governo de Javier Milei consolidou uma importante vitória legislativa nesta sexta-feira (27), com a aprovação da reforma trabalhista pelo Senado argentino. O projeto, pilar central da agenda econômica do partido La Libertad Avanza, recebeu 42 votos a favor, 28 contra e duas abstenções. O avanço ocorre poucas horas após a Casa também aprovar a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos, selando um dia de sucessos consecutivos para a gestão libertária.
Modernização vs. Direitos Trabalhistas
A administração federal defende que a nova legislação — classificada por Milei em suas redes sociais como uma “modernização histórica” — é essencial para desburocratizar o mercado de trabalho, estimular investimentos estrangeiros e fomentar a criação de empregos formais.
Por outro lado, a medida enfrenta forte resistência de setores sindicais e da oposição. Os críticos argumentam que a reforma:
Flexibiliza proteções: Reduz garantias históricas e altera modelos de indenização.
Limita o direito de greve: Impõe restrições que, segundo sindicatos, enfraquecem o poder de negociação da classe trabalhadora.
Consolidação Política
O porta-voz da presidência, Manuel Adorni, celebrou a velocidade das aprovações, destacando que o governo sancionou três reformas estruturais em apenas 48 horas. “Emprego, flexibilidade, justiça e ordem, comércio e prosperidade. Deus abençoe a República Argentina. Fim”, escreveu Adorni, reforçando o tom de ruptura com o modelo anterior.
Com a aprovação desses projetos, Milei demonstra capacidade de articulação no Congresso, apesar de sua minoria parlamentar, e sinaliza ao mercado financeiro a continuidade de seu plano de ajuste e reformas liberais.