sexta-feira, 30 - outubro 2026 - 15:31



TOMADA DE CONTA

Sérgio Ricardo passa primeira noite preso em cela do Bope após operação da PF


Da Redação/ FatoAgora
Reprodução
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O presidente afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, passou a primeira noite preso em uma das celas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá, após ser detido pela Polícia Federal na quinta-feira (29). Ele permanece em prisão preventiva por determinação do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito da Operação Tomada de Contas.

Os outros cinco alvos dos mandados de prisão preventiva também passaram a noite detidos. Grhegory Paiva, Gustavo Fernandes da Silva, Felipe José Glinke e Adriangelo Barros Antunes foram encaminhados ao presídio Agamenon, em Várzea Grande. Já Roseli Loss foi levada para a unidade prisional feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá.

Na decisão que autorizou as prisões, o ministro Og Fernandes aponta Sérgio Ricardo como suposto chefe da estrutura investigada, suspeita de desviar recursos públicos por meio de pagamentos irregulares realizados pelo TCE-MT. Segundo a investigação, ele teria coordenado um grupo de operadores financeiros responsável por transformar em dinheiro vivo valores que saíam dos cofres da instituição.

As apurações identificaram movimentações consideradas suspeitas de R$ 75,8 milhões em apenas 294 dias, entre janeiro e outubro de 2025. Nesse período, Sérgio Ricardo teria recebido R$ 15,4 milhões em menos de dez meses e realizado, diretamente ou por meio de terceiros, aproximadamente 150 saques que totalizaram R$ 15,6 milhões.

O esquema também envolveria uma espécie de folha de pagamento paralela, com repasses a conselheiros e servidores por meio de ordens bancárias avulsas, fora da folha regular e, em diversos casos, utilizando canais destinados a pagamentos de fornecedores.

A decisão judicial aponta que sete conselheiros eram investigados nesse levantamento, com R$ 48,4 milhões em créditos identificados. Grhegory Paiva teria recebido R$ 32,3 milhões, enquanto Gustavo Fernandes teria movimentado R$ 15,9 milhões. Felipe Glinke é apontado como operador de saques, Roseli como responsável por retiradas de dinheiro e Adriangelo pelo transporte dos valores.

Além das prisões, o STJ determinou o afastamento de funções públicas, a proibição de acesso às dependências do Tribunal de Contas e restrições de contato para outros investigados. As suspeitas serão apuradas no decorrer do processo.


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