- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 19 , FEVEREIRO 2026
O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) revelou, durante sessão virtual desta quinta-feira (19), que a ex-servidora que denunciou o ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite de Campos, por assédio sexual, está disposta a depor na Câmara de Cuiabá. Segundo ele, a própria vítima autorizou a compartilhar um áudio em que manifesta interesse na investigação.
“Eu tive contato com a vítima, senhora presidente, e ela me autorizou a dar play na sessão num áudio que ela me mandou, mas eu não quero cometer essa indelicadeza nessa sessão, especialmente por ser uma sessão especial, que a gente tá fazendo de forma remota, e pode ser que o áudio não fique em boa qualidade”, declarou o parlamentar.
Daniel reforçou que a denunciante registrou boletim de ocorrência na Delegacia Digital da Polícia Judiciária Civil e que está preparada para colaborar com as apurações. “O que eu quero antecipar é, a vítima me mandou, e repito, me autorizou a compartilhar com vossas excelências e com todo mundo, que ela está disposta a depor. Que se ela foi pra delegacia de polícia fazer o boletim de ocorrência, é porque ela está disposta a colaborar com as investigações”, afirmou.
Conforme noticiou o FatoAgora, os vereadores optaram pela criação de uma comissão especial para acompanhar a apuração de denúncia com a justificativa de que a CPI iria expor a vítima. O requerimento foi apresentado pela vereadora Dra. Mara (Podemos).
A medida foi vista como uma manobra, já a comissão especial terá uma atuação mais limitada e será integrada por uma aliada do prefeito Abilio Brunini (PL) na Casa de Leis. O colegiado tem prazo inicial de 90 dias para acompanhar a apuração da denúncia.
Diante do impasse, Monteiro também defendeu o projeto que amplia o número de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) em funcionamento simultâneo na Câmara de Cuiabá. Segundo ele, a atual limitação prevista no Regimento Interno não acompanha o aumento no número de vereadores da Casa e precisa ser revista para garantir maior poder de fiscalização.
“Eu peço e rogo aos vereadores, especialmente aqueles que invocaram o argumento de que não queriam revitimizar a vítima, que revejam suas posições na medida em que a vítima concordou, anuiu e pediu que nós instalássemos, e está me utilizando como interlocutor, como intermediário pra dizer a vossas excelências que ela quer investigação”, completou.