- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 17 , FEVEREIRO 2026
O ex-secretário-chefe da Casa Civil e atual presidente da Federação PRD-Solidariedade em Mato Grosso, Mauro Carvalho, traçou uma meta ambiciosa para as eleições de outubro. Segundo o dirigente, a estratégia de montagem da chapa foca no equilíbrio entre os candidatos, o que pode garantir ao grupo a ocupação de até três cadeiras na Assembleia Legislativa (ALMT).
Estratégia de “Puxadores de Voto”
A composição do PRD para o pleito estadual conta com nomes de peso da atual gestão do Governo do Estado. Entre os principais nomes estão os secretários Gilberto Figueiredo (Saúde) e Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação), que devem deixar seus cargos no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral.
Além dos secretários, a sigla aposta na reeleição dos deputados Chico Guarnieri e Paulo Araújo. A lista de pré-candidatos inclui ainda lideranças regionais e ex-gestores, como:
Neles Walter de Farias: Ex-presidente da CDL de Rondonópolis;
Nelson Paim: Ex-prefeito de Poxoréu;
Alcino Barcellos: Ex-prefeito de Pontes e Lacerda.
O Cálculo do Quociente Eleitoral
O grande diferencial defendido por Carvalho é a competitividade para candidatos com votações intermediárias. Ele argumenta que, em partidos maiores como o União Brasil ou o PP, nomes com votação expressiva acabam “atropelando” candidatos com menor volume de votos. No PRD, a projeção é eleger parlamentares com votações em torno de 30 mil votos.
“Hoje, a melhor chapa que existe é a do PRD. Se o candidato for para siglas com ‘super-candidatos’, suas chances diminuem drasticamente. É aqui que nomes com votação equilibrada têm a real oportunidade de eleição”, explicou Carvalho.
O dirigente também afastou rumores sobre a saída do deputado Chico Guarnieri, reafirmando que a permanência no partido é a decisão mais estratégica para garantir o mandato.
Lições de 2022: Votados, mas não Eleitos
A análise de Carvalho baseia-se no cenário traumático da última eleição estadual. O caso de Gilberto Figueiredo é emblemático: em 2022, pelo União Brasil, ele obteve 28.248 votos — uma votação superior à de 11 deputados eleitos —, mas ficou de fora da Assembleia devido ao quociente partidário.
Para efeito de comparação, naquela eleição, parlamentares foram eleitos com votações significativamente menores, como Elizeu Nascimento (22.415 votos) e Juca do Guaraná (20.723 votos). Esse fenômeno matemático é o que motiva a movimentação intensa de bastidores durante a janela partidária, período em que os parlamentares buscam siglas onde seus votos tenham maior “peso” para garantir a cadeira.