segunda-feira, 16 - março 2026 - 20:10



REDUÇÃO DE JORNADA

Sindenergia debate com bancada impactos da escala 6×1


Reprodução
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Representantes do setor produtivo de Mato Grosso se reuniram nesta segunda-feira (16) com a bancada federal do estado para discutir os possíveis impactos da mudança na jornada de trabalho, que pode alterar o atual modelo da escala 6×1. O encontro ocorreu durante um café da manhã promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, no plenário da Fecomércio-MT, e contou com a participação de diversas entidades empresariais, entre elas o Sindenergia-MT.

Estudo do Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt aponta que a eventual alteração na jornada pode provocar a perda de mais de 155 milhões de horas de produção por ano no estado. Para manter o atual nível de atividade econômica, as empresas teriam de optar entre ampliar o quadro de funcionários ou recorrer ao pagamento de horas extras.

No cenário em que as empresas optem pelas horas extras, o impacto na folha de pagamento pode alcançar R$ 5,1 bilhões anuais, o que representa um aumento de 14,88%. Já na hipótese de novas contratações, o custo adicional estimado seria de R$ 3,4 bilhões por ano, crescimento de 9,92%.

O presidente do Sindenergia-MT, Carlos Garcia, afirmou que o debate sobre a jornada de trabalho precisa levar em conta os efeitos para a competitividade do país.

“A redução da jornada é um tema importante, mas precisa ser discutida com responsabilidade. Setores estratégicos, como energia e agroindústria, operam de forma contínua e podem sofrer impactos significativos caso ocorram mudanças abruptas, sem planejamento e sem um período de transição”, afirmou.

Levantamento realizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) mostra que 82,61% dos dirigentes sindicais industriais avaliam que a alteração na jornada teria impacto negativo na produtividade, com aumento de custos, redução da produção e perda de competitividade.


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