- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 14 , JANEIRO 2026


O soldado da Polícia Militar, Raylton Duarte Mourão, confessa ter executado a tiros a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, 33, e diz sofrer transtornos mentais, fazendo tratamento psiquiátrico para síndrome de pânico e depressão. Mencionou que antes do crime ouvia vozes que falavam em sua cabeça sobre a situação de litígio na Justiça entre o casal e a vítima. Em depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) chorou e isentou de culpa a esposa, a farmacêutica Aline Valandro Kounz, que ainda está foragida e com prisão decretada pelo mesmo crime.
Quanto ao revólver usado para matar Rozeli alegou que jogou em um rio, próximo da divisa do Pará, onde se escondeu depois de ter a prisão decretada pelo crime. A expectativa é que Aline se apresente nos próximos dias.
Em entrevista coletiva na manhã de segunda-feira (22), na DHPP, o delegado Edson Pick assegurou que as investigações estão em andamento, agora para localizar o cúmplice do PM, o homem que pilotava a motocicleta em que ele seguiu como garupa e se aproximou do veículo da vítima para matá-la, na manhã do dia 11 de setembro, na Cohab Canelas, em Várzea Grande.
O advogado Marciano Xavier das Neves, que defende o militar, acompanhou o depoimento presencial ao delegado Pick e que foi acompanhado por videoconferência pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação. Conforme Marciano, o militar está muito abalado, pois tem consciência de que acabou com a vida da vítima que deixou dois filhos menores órfãos. Segundo o defensor, caiu a ficha e se sente arrependido por também ter dois filhos menores.
Quanto a Aline, ela só teria fugido por se desesperar com a situação da possível prisão, pois um dos filhos tem menos de dois anos de idade. Segundo Marciano, ela teria incentivado Raylton a se entregar.
Em audiência de custodia realizada à tarde, pelo juiz Pierro De Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, em razão da alegação de que o preso faz tratamento psiquiátrico, o juiz determinou que ele receba atendimento na unidade para onde for destinado. O policial, que atuava no 1º Batalhão do Porto, após custódia foi transferido para o Batalhão da Força Tática, na Capital.
Investigação da DHPP aponta que a motivação do crime seria uma ação de indenização movida pela personal contra a empresa Reizinho Água Potável, de propriedade de Raylton e Aline. Rozeli pedia R$ 24,6 mil de indenização por danos morais e materiais em processo que teria uma audiência na semana seguinte ao assassinato.