domingo, 15 - fevereiro 2026 - 19:02



PEDOFILIA NA REDE

Suspeito de abusar e chantagear crianças pela internet é detido no Ceará


Alto-Araguaia
Alto-Araguaia

Em uma operação interestadual, a Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil do Ceará, prendeu neste sábado (14) um homem de 36 anos suspeito de utilizar perfis falsos para chantagear e abusar sexualmente de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu em Crateús (CE), e as investigações indicam que o suspeito pode ter feito mais de 50 vítimas em todo o território nacional.

Início das Investigações

O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Alto Araguaia (426 km de Cuiabá) em abril de 2024. A denúncia partiu de familiares de uma criança de 11 anos, moradora do município, que foi coagida a publicar imagens íntimas em uma rede social. Segundo o boletim de ocorrência, a exposição gerou graves episódios de bullying escolar e profundo abalo emocional à vítima.

A partir desse relato, os investigadores identificaram um padrão de abordagem predatória, o que permitiu o rastreamento do autor e a reunião de provas técnicas.

Perfil Predatório e Modus Operandi

O delegado responsável pelo caso, Marcos Paulo Batista de Oliveira, explicou que o investigado demonstrava um comportamento persistente e manipulador. Utilizando o anonimato das redes sociais, ele explorava a vulnerabilidade dos menores por meio de pressão psicológica e insistência.

“A investigação exigiu atuação técnica contínua, dado o risco de exclusão de provas e a facilidade de multiplicação de perfis falsos no ambiente digital”, pontuou o delegado.

Prisão e Apreensões

No dia 27 de janeiro, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência do suspeito, onde policiais recolheram celulares e dispositivos eletrônicos. A análise preliminar desse material confirmou a existência de outras vítimas em diversos estados, o que fundamentou o pedido de prisão preventiva aceito pela Justiça.

O homem agora deve responder por crimes de exploração sexual de menores na internet. Se condenado, as penas podem ultrapassar 13 anos de reclusão, além do pagamento de multa. A Polícia Civil mantém as investigações em aberto para identificar novas vítimas e consolidar o inquérito.


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