sábado, 21 - fevereiro 2026 - 18:35



PODER LEGISLATIVO

Thiago aposta que AL não aprovará projeto de lei sobre licença sindical


Deputado Estadual Thiago Silva (MDB)
Deputado Estadual Thiago Silva (MDB)

 O deputado estadual Thiago Silva (MDB) manifestou ceticismo quanto à aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 01/2026, enviado pelo Governo de Mato Grosso. A proposta busca impor limites às licenças para o exercício de mandatos classistas, afetando diretamente a continuidade de lideranças à frente de sindicatos de servidores públicos.

Defesa da Autonomia Sindical

Em declaração recente, o parlamentar defendeu que a decisão sobre a permanência de um líder sindical deve caber exclusivamente à categoria que ele representa. Silva traçou um paralelo com a atividade parlamentar para reforçar seu argumento sobre o processo democrático.

“Da mesma forma que um deputado tem o direito de competir várias vezes, um líder sindical também deve ter. Se os sindicalizados entendem que ele representa bem a categoria, é justo e democrático dar essa condição. É um projeto que, possivelmente, não passa na Assembleia”, afirmou o emedebista.

RGA e Democracia

O deputado descartou a tese de que o projeto seria uma retaliação à pressão dos servidores pela ampliação do índice da Revisão Geral Anual (RGA). Para ele, a questão central é o respeito à autonomia das instituições. “O Brasil lutou muito pela democracia. Sou de acordo que essa decisão [sobre a liderança] fique com os sindicalizados, não conosco, deputados”, completou.

Recuo Estratégico e Retirada de Pauta

O PLC 01/2026 — que conta com o apoio institucional do Tribunal de Justiça (TJMT), Tribunal de Contas (TCE) e Ministério Público (MPMT) — enfrentou forte resistência imediata. Após articulação de representantes classistas, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), anunciou a retirada da matéria da pauta de votação na última quinta-feira (19).

O recuo ocorre após a realização de uma audiência pública, na qual servidores e entidades de classe criticaram os termos da Mensagem 6/2026. A tendência agora é que a proposta passe por novas rodadas de diálogo antes de retornar ao plenário após o período de Carnaval.


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