- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 13 , MARÇO 2026
A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão de Marcos Pereira Soares, conhecido como “Marquinhos”, suspeito de matar a própria irmã, a adolescente Estefany Pereira Soares, de 17 anos. A decisão foi proferida pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, que decretou a prisão temporária do investigado.
Marcos havia sido preso em flagrante e passou por audiência de custódia na tarde de quinta-feira (12), horas depois de deixar a sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. Na ocasião, o magistrado converteu a prisão em flagrante em prisão temporária, garantindo que o suspeito permaneça detido enquanto as investigações avançam.
O crime veio à tona após o corpo da jovem ser encontrado na noite de quarta-feira (11) dentro de um córrego no bairro Três Barras, na capital. A vítima estava submersa, com parte do corpo para fora da água, e apresentava ferimentos. O local foi isolado para os trabalhos da perícia e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.
Estefany estava desaparecida desde terça-feira (10). Familiares passaram a desconfiar após o irmão apresentar versões contraditórias sobre o paradeiro da adolescente. Após buscas, equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa localizaram o corpo por volta das 21h30.
Marcos foi preso na madrugada de quinta-feira (12) por policiais da Polícia Militar de Mato Grosso, na região do CPA, enquanto caminhava pela avenida Brasil. Ele foi levado para a DHPP, onde prestou depoimento.
O caso também passou a ser analisado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias de uma soltura anterior do suspeito. Uma análise preliminar apontou possível falha humana durante consulta ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), ligada à existência de dois registros judiciais vinculados ao nome de Marcos.
Segundo o delegado Caio Albuquerque, o suspeito já possui condenação definitiva de 19 anos de prisão por um homicídio ocorrido anteriormente no bairro Três Barras. Apesar de ter cumprido parte da pena, ele ainda não teria tempo suficiente para obter liberdade.
A motivação do assassinato da adolescente ainda é investigada pela Polícia Civil.