quinta-feira, 5 - fevereiro 2026 - 16:55



ABUSO SEXUAL

Donald Trump citado milhares vezes em arquivos Epstein


Presidente Donald Trump participa de coletiva de imprensa da Casa Branca
Presidente Donald Trump participa de coletiva de imprensa da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é citado mais de mil vezes em cerca de 3 milhões de documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes de abuso sexual. Os arquivos foram divulgados na sexta-feira (30) pelo Departamento de Justiça norte-americano.

Embora parte das menções seja considerada de caráter neutro ou administrativo, os documentos também reúnem alegações de agressão sexual contra Trump que não foram verificadas, além de novos relatos sobre como algumas vítimas de Epstein descreveram interações com o então empresário e político republicano.

Entre os registros, há uma lista de denúncias não confirmadas compilada por agentes do FBI em 2024, além de anotações sobre o depoimento de uma mulher que, em ação judicial, acusou Trump de tê-la estuprado quando tinha 13 anos. Os arquivos incluem ainda o relato de uma vítima de Epstein que afirmou ter sido “apresentada” a Trump por Ghislaine Maxwell, cúmplice do magnata, durante uma festa.

Até o momento, não há evidências públicas de que qualquer uma das acusações contra Trump tenha sido considerada crível pelo FBI. Em nota divulgada na sexta-feira, o Departamento de Justiça afirmou que as alegações envolvendo o presidente são falsas e infundadas.

O órgão também ressaltou que a simples menção do nome de Trump nos arquivos não implica, necessariamente, envolvimento em crimes. O republicano nega há anos qualquer irregularidade relacionada a Epstein ou acusações de má conduta sexual. Ao comentar a divulgação dos documentos no sábado (31), Trump declarou: “Eu mesmo não vi, mas fui informado por pessoas muito importantes que isso não apenas me absolve, como é o oposto do que as pessoas esperavam”.

Uma busca pelo nome “Donald Trump” no site oficial do Departamento de Justiça dedicado ao caso Epstein retornou mais de 1.800 resultados — número que aumentou ao longo da sexta-feira, à medida que novos arquivos foram indexados.

Grande parte das citações, no entanto, refere-se a reportagens jornalísticas sobre Trump durante seu período na Presidência, compartilhadas por Epstein com terceiros, além de comentários feitos pelo financista a jornalistas e aliados, como Steve Bannon.

Em comunicado, o Departamento de Justiça afirmou que “alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, apresentadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020”. A nota acrescenta que, “se houvesse qualquer indício de credibilidade, essas acusações já teriam sido amplamente utilizadas no debate político e judicial”.


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