- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 14 , JANEIRO 2026


O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, confirmou que a construção de um túnel será a solução definitiva para os recorrentes problemas estruturais na região conhecida como Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
A declaração foi dada durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta segunda-feira (20). Segundo o secretário, o governo do Estado já está elaborando o anteprojeto de engenharia e prevê a contratação de uma consultoria especializada para acompanhar a obra, devido à complexidade geológica do terreno.
“Se tudo der certo, quinta ou sexta-feira estarei com o orçamento detalhado para a construção do túnel. Pedi apoio ao governador e falei: ‘Nunca fiz túnel, não tenho ideia de como construir um nesse tipo de material’. Vamos contratar geólogos e engenheiros que já atuaram nesse tipo de projeto para analisar tanto o orçamento quanto a proposta técnica”, afirmou Marcelo Oliveira.
A previsão é que a licitação seja lançada em agosto de 2025, no modelo de contratação integrada, em que a mesma empresa será responsável pelo projeto executivo e pela execução da obra. A expectativa é que a execução leve cerca de um ano após o início dos trabalhos.
Mudança de planos e retomada do cronograma
A construção do túnel foi definida após a inviabilidade da proposta anterior, que previa o retaludamento (reconfiguração dos taludes da encosta). A mudança foi motivada por análises técnicas que indicaram riscos à segurança e à estabilidade da região.
Segundo a Sinfra, a nova solução traz menos impacto ambiental, social e paisagístico, preservando a vegetação nativa e as características naturais da área, que é um importante ponto turístico e ecológico. Além disso, o tráfego na rodovia poderá ser mantido durante a execução das obras.
A proposta de construção do túnel já havia sido sugerida anteriormente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ainda durante a fase de licenciamento ambiental do projeto de retaludamento.
Obras anteriores já consumiram R$ 9,3 milhões
Apesar do avanço na nova proposta, a Sinfra revelou que o governo de Mato Grosso já desembolsou R$ 9,3 milhões à empresa responsável pelo projeto inicial de retaludamento, cujas obras foram interrompidas.
O valor total da obra estava orçado inicialmente em R$ 29,5 milhões, mas com aditivos contratuais o montante subiu para mais de R$ 37 milhões. No entanto, apenas 26,42% da obra foi executada, o que reforça a necessidade de reestruturação completa da solução adotada para a região.