quinta-feira, 19 - fevereiro 2026 - 21:39



ALERTA MÉDICO

Usar anabolizantes pode atrapalhar sua vida sexual, explica médico


Reprodução
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O uso de anabolizantes vai muito além da estética e do ganho de massa muscular: ele pode desregular o equilíbrio hormonal masculino e provocar impactos diretos na libido e na função sexual. O problema, segundo médicos, é que a testosterona aplicada pode fazer o corpo reduzir — ou até interromper — a produção natural do hormônio.

“O uso de anabolizante pode impactar diretamente no eixo hipotálamo-hipofisário, que é o eixo que controla a produção de testosterona”, explica o médico andrologista especialista em saúde masculina, Tiago Serra David.

Na prática, quando o organismo recebe testosterona exógena, ele entende que não precisa mais fabricar o hormônio. “Quando o paciente faz o uso de testosterona exógena, a gente bloqueia a estimulação do testículo”, afirma. Com isso, “o testículo, que iria produzir testosterona e espermatozoide, não vai fazer essa função”.

Os anabolizantes bagunçam o eixo hormonal do corpo: no começo, alguns homens até relatam aumento de libido

O risco aparece principalmente quando o ciclo termina. Sem a testosterona aplicada e com o corpo ainda “desligado”, o paciente pode entrar em um período de baixa hormonal. “Quando o paciente interrompe o uso, a gente demora um certo período — ou muitas vezes não volta — a produzir testosterona”, alerta. Esse quadro pode gerar hipogonadismo temporário ou prolongado e, como consequência, afetar diretamente o desempenho sexual. “Isso pode interferir negativamente no desejo sexual e na qualidade da ereção”, diz.

O médico também destaca que os efeitos não seguem uma regra fixa. “Medicina não é matemática. O corpo humano não responde como robô, então cada um responde de uma forma diferente.” Segundo ele, há casos em que o impacto pode ser permanente mesmo após um uso curto.

“Já tive paciente que fez uso de um ciclo, com poucas doses, e ficou dependente desse medicamento para o resto da vida.” Em outros, o organismo consegue se recuperar com rapidez. “Também já tive pacientes que usaram durante muitos anos, mais de cinco anos, e quando interromperam o corpo rapidamente se recuperou”, acrescenta.


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