quinta-feira, 24 - setembro 2026 - 09:18



DOIS FUGIRAM

Vigilante reage a invasão e mata suspeito em subestação em construção


Da Redação / FatoAgora
Serginho Lapada
Serginho Lapada

Rafael Martins da Silva, de 25 anos, morreu após ser baleado durante um confronto com um vigilante em uma subestação da Energisa, em construção, no Distrito de Sucuri, em Cuiabá, na noite de quarta-feira (23).

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h24 após a denúncia de que estaria ocorrendo um confronto com armas de fogo dentro das instalações, na Avenida Rio Manso.

As equipes do 10º Batalhão e da Companhia Araés foram até o local e fizeram uma varredura na área. Durante a ação, os policiais encontraram o vigilante, de 50 anos, que relatou ter sido surpreendido por três homens armados dentro do refeitório.

Conforme o relato, os suspeitos teriam efetuado disparos contra ele. O vigilante afirmou que reagiu utilizando um revólver calibre .38. Ele não soube informar quantos tiros disparou, mas disse que um dos homens foi atingido na região do tórax e os outros dois fugiram.

Durante as buscas, os policiais encontraram Rafael caído no chão, aparentemente sem sinais vitais. Ao lado dele foi localizada uma pistola calibre .40, modelo Taurus 24/7, com a numeração parcialmente raspada.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e o médico constatou a morte do rapaz ainda no local.

O vigilante também havia sido atingido por dois disparos, um na região do oblíquo esquerdo e outro no abdômen, próximo ao umbigo. Os tiros, porém, foram contidos pelo colete balístico utilizado por ele, causando apenas hematomas. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá para avaliação médica.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas e assumiram a ocorrência.

O revólver calibre .38 usado pelo vigilante e a pistola calibre .40 encontrada ao lado de Rafael foram apreendidos para análise. O caso será investigado pela Polícia Civil.


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