- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 18 , AGOSTO 2026
O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) reagiu às críticas do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre sua atuação na destinação de emendas parlamentares e classificou o adversário como “falastrão”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (17), durante entrevista ao programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real.
A resposta ocorre após Pivetta afirmar, na semana passada, que Wellington seria um “negociador voraz de emendas” e questionar o destino de mais de R$ 1,5 bilhão em recursos destinados pelo senador ao longo dos últimos 12 anos.
Wellington rebateu o valor apresentado pelo governador e afirmou que sua atuação parlamentar resultou em um montante ainda maior de recursos destinados a Mato Grosso. “As pessoas quando não têm o que falar bem da sua vida começam a apontar dedos. Isso é comum de gente que não tem qualificação para o debate. Nós vamos ter a oportunidade de uma eleição agora e eu quero dizer que não foi R$ 1,5 bilhão, não. Foram muito mais, mas muito mais. Faça as acusações, vá aos tribunais. E deixa de ser falastrão”, afirmou.
Durante a entrevista, o senador citou a atuação no Congresso Nacional para aprovação da legislação relacionada ao Fundo de Auxílio à Exportação (FEX) como exemplo dos recursos destinados ao Estado.
Segundo Wellington, os valores chegaram a R$ 4 bilhões, sendo R$ 3 bilhões destinados ao Governo de Mato Grosso e R$ 1,5 bilhão aos municípios. “Com esses recursos dá para fazer muita estrada, muita escola, muita creche, aliás daria para fazer muitas casas que eles não fizeram”, provocou.
O candidato também afirmou que os recursos do FEX continuarão sendo repassados ao Estado e aos municípios e defendeu que sua atuação parlamentar pode ser conferida nos sistemas públicos. “Hoje está tudo na internet, tudo é publicado em relação às emendas, é tudo transparente. É só olhar. E como municipalista convicto, todos os municípios têm trabalho de Wellington Fagundes”, disse.
Wellington também reagiu à insinuação de que poderia haver cobrança de vantagens de prefeitos em troca da destinação de emendas. Sem citar diretamente uma acusação formal, o senador afirmou que Pivetta estaria acostumado a fazer afirmações sem apresentar provas. “Esse senhor é acostumado a fazer acusações e depois corre. Nada é melhor que a Justiça. Por que ele não vai na Justiça e aponta? Aliás, quem está fugindo da Justiça são eles”, disparou.
Na sequência, Wellington relembrou uma disputa eleitoral anterior envolvendo o atual governador e o então candidato ao Senado Pedro Taques. Segundo ele, naquela ocasião houve cobrança pública para que seus sigilos fossem quebrados.
O senador afirmou que compareceu a um cartório acompanhado da esposa e dos dois filhos para formalizar a quebra de sigilo por meio de escritura pública, mas que os adversários não teriam comparecido. “Fomos para o cartório: eu, a minha esposa, os meus dois filhos, fizemos uma escritura pública quebrando o nosso sigilo e a imprensa estava lá aguardando. Eles falaram que iam. Nós ficamos lá com a imprensa mais de duas horas. Não apareceram”, relatou.