- CUIABÁ
- SÁBADO, 28 , FEVEREIRO 2026
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou não enxergar impedimentos para uma eventual composição entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e o ex-governador Pedro Taques (PSB) na disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026. A articulação ganha força diante do cenário em que ambos os partidos devem integrar a base de apoio à reeleição do presidente Lula (PT) em Mato Grosso.
Em entrevista recente, Wilson minimizou o rompimento ocorrido entre Fávaro e Taques em 2018 — quando o atual ministro renunciou ao cargo de vice-governador. Para o parlamentar, o interesse público deve prevalecer sobre antigos atritos pessoais ou políticos.
“O Fávaro foi vice-governador do Pedro. Se houve alguma rusga, isso pode ser superado. Vejo que o interesse público e republicano está acima de qualquer coisa”, pontuou Wilson.
Como professor de história, o deputado reforçou que alianças entre antigos adversários são comuns na trajetória política: “Política é feita por homens que se movimentam por valores. Posso citar vários exemplos de adversários que se aliaram e de amigos que se distanciaram”.
Dentro da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), o nome de Fávaro é tido como prioridade para a primeira vaga ao Senado. A segunda vaga, contudo, ainda é alvo de debates internos:
Poder de decisão: Lideranças creditam a Fávaro influência direta na escolha do segundo nome.
Representatividade: Uma ala da federação defende a indicação de uma mulher, o que poderia dificultar os planos de Pedro Taques.
Fator Nacional: As decisões finais dependerão das costuras políticas em Brasília.
O objetivo estratégico do grupo é garantir que o eleitorado progressista e de centro não desperdice o segundo voto em candidatos da direita. Para isso, o Palácio do Planalto quer ofertar dois nomes de peso que consolidem o palanque de Lula no estado.
Apesar de articular a união de seus aliados, Wilson Santos manteve sua posição de independência, reafirmando que, diferentemente da dupla Fávaro-Taques, não pretende apoiar a reeleição do petista em Mato Grosso.