segunda-feira, 16 - fevereiro 2026 - 19:41



GUERRA NA UCRÂNIA

Zelensky alerta para novos ataques russos antes de negociações


Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky
Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (16) que relatórios de inteligência indicam a preparação de novos ataques russos contra a infraestrutura energética do país. Segundo ele, a ameaça amplia as dificuldades para um acordo que ponha fim à guerra, que já se aproxima de quatro anos.

“Relatórios de inteligência mostram que a Rússia está preparando novos ataques massivos contra a infraestrutura energética. É fundamental garantir que todos os sistemas de defesa aérea estejam devidamente configurados”, declarou Zelensky em seu pronunciamento diário por vídeo.

Delegações da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos estão reunidas em Genebra, na Suíça, para a terceira rodada de negociações mediadas por Washington. As conversas desta terça-feira (17) devem abordar, pela primeira vez, a questão mais sensível do conflito: o destino dos territórios ucranianos ocupados pelas forças russas.

Zelensky afirmou que os ataques russos “estão em constante evolução” e combinam diferentes armamentos, como drones e mísseis, o que exige “defesa especial e maior apoio dos parceiros internacionais”.

“A Rússia não resiste à tentação dos últimos dias de frio do inverno e quer atingir os ucranianos com força”, disse o presidente. “Os parceiros precisam compreender isso, especialmente os Estados Unidos.”

A agência Reuters informou que não conseguiu contato imediato com autoridades russas para comentar as declarações.

O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, informou pelo Telegram que sua equipe já está em Genebra e demonstrou expectativa por “trabalho construtivo e reuniões substanciais sobre questões de segurança e humanitárias”.

Moscou, por sua vez, defende que a Ucrânia reconheça a cessão integral da região de Donbass. O Kremlin confirmou que Vladimir Medinsky, assessor do presidente Vladimir Putin, liderará a delegação russa nas negociações.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que esta rodada deve tratar de uma agenda mais ampla. “Desta vez, a ideia é discutir uma gama maior de questões, incluindo as principais. Elas dizem respeito tanto aos territórios quanto a outros pontos relacionados às reivindicações que apresentamos”, declarou.

As duas rodadas anteriores, realizadas nos Emirados Árabes Unidos com apoio dos Estados Unidos, resultaram na troca de prisioneiros, mas não produziram avanços significativos em direção a um cessar-fogo ou acordo definitivo


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