quinta-feira, 22 - janeiro 2026 - 07:00



Com vagas limitadas e regras rígidas, júri do caso Raquel Cattani ocorre nesta quinta


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O julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pela morte da produtora rural Raquel Cattani, filha do deputado Gilberto Cattani (PL), terá acesso restrito ao público e rígido controle dentro do plenário, incluindo a proibição do uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos.

O Tribunal do Juri é realizado nesta quinta-feira (22), no Plenário do Fórum da Comarca de Nova Mutum (241 km de Cuiabá). O espaço tem capacidade limitada, com divisão objetiva das vagas entre familiares, público em geral e imprensa, o que levou a 3ª Vara da Comarca a estabelecer regras específicas para o acesso ao local.

O plenário irá ser composto por 60 pessoas. Do total de vagas, 25 serão destinadas a familiares e pessoas próximas da vítima e dos réus.

Além do controle de entrada, a Justiça determinou que não será permitido o uso de celulares, notebooks, gravadores ou qualquer outro equipamento eletrônico no interior do plenário por parte do público e dos profissionais de imprensa. A exceção vale apenas para servidores e profissionais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) previamente autorizados. A medida atende à Resolução do Conselho Nacional de Justiça nº 645/2025 e busca preservar a ordem, a segurança e a regularidade do julgamento.

Diante do interesse público no caso, o TJMT fará a cobertura jornalística oficial do júri. A Assessoria de Imprensa do Tribunal será a única autorizada a realizar gravações de áudio e vídeo dentro do plenário, garantindo a publicidade do julgamento sem comprometer a dignidade da vítima e de seus familiares. Todo o material produzido, textos, fotos e vídeos  será disponibilizado aos veículos de comunicação.

Durante a sessão, o Portal do TJMT publicará atualizações periódicas em texto sobre o andamento do julgamento. Um ícone fixado no topo do site dará acesso direto à cobertura especial. Ao final do júri, todo o conteúdo será disponibilizado na íntegra no portal e também enviado por e-mail e pelo grupo de WhatsApp “Poder Judiciário Informa”. Equipes da Assessoria de Comunicação do TJMT estarão no local para atender os jornalistas e assegurar o acesso às informações, sempre dentro dos limites legais.

O julgamento será presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum, e seguirá o rito previsto no Código de Processo Penal, com a atuação do Ministério Público, das defesas e a oitiva de testemunhas. O Conselho de Sentença será formado por sete jurados.

Raquel Cattani foi morta em julho de 2024, dentro de casa, em Nova Mutum. Segundo a denúncia do Ministério Público, Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, é apontado como o executor do crime, enquanto Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, é acusado de ter planejado o homicídio.


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