domingo, 1 - fevereiro 2026 - 18:00



ISONOMIA DOS PODERES

Abilio diz que Câmara de Cuiabá é independente e critica cenário nacional


Allan Mesquita / Da Redação
Abilio e Paula Calil
Abilio e Paula Calil

Allan Mesquita
Reportagem

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta segunda-feira (26) que a Câmara Municipal da Capital atua de forma independente e autônoma, ao comentar a relação entre os Poderes no município. Ao mesmo tempo, o prefeito fez um elo com o cenário nacional e criticou o que classificou como falta de isonomia e desequilíbrio entre os Poderes, especialmente diante da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Abilio, a separação e a harmonia entre Executivo, Legislativo e Judiciário são fundamentais para o funcionamento democrático. “O que não pode é o Judiciário fazendo o papel do Legislativo, o Legislativo sendo omisso e o Executivo mandando em todas as casas”, afirmou. Para ele, cada Poder precisa cumprir sua função constitucional. “O que tem que existir é a separação entre os Poderes, a harmonia e a isonomia”, completou.

Ao citar Cuiabá como exemplo, o prefeito destacou que há independência institucional. “Aqui no município de Cuiabá nós temos isonomia. A Câmara é independente, tem sua autonomia. A Paula é a presidente da Câmara, ela coordena e cuida da gestão do Legislativo”, disse, referindo-se à presidente da Casa. Abilio ressaltou ainda que vereadores, inclusive da base, têm liberdade para criticar ou elogiar o Executivo. “Quando tem que criticar, critica. Quando tem que elogiar, elogia”, pontuou.

O prefeito explicou que os projetos enviados pelo Executivo só avançam quando há diálogo e apoio parlamentar. “Se não tem apoio dos vereadores, não aprova. Os projetos não vão”, afirmou, acrescentando que há uma relação republicana entre os Poderes no município. “Existe uma decisão republicana entre todas as partes de como conduzir esse processo”, disse.

Ao concluir, Abilio voltou a criticar o cenário nacional, defendendo que o equilíbrio institucional é essencial. “Não pode, de maneira nenhuma, o Senado ser omisso, o Judiciário legislar e o Executivo fazer festa com dinheiro público”, finalizou.


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