- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 9 , JULHO 2026
O clima esquentou durante a sessão da Câmara de Cuiabá, nesta quinta-feira (9), após a vereadora Maysa Leão (Republicanos) entrar em confronto com o vereador Demilson Nogueira (PP) e, em seguida, elevar o tom de voz contra a presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), ao exigir direito de resposta. A discussão interrompeu os trabalhos e gerou momentos de tensão no plenário.
A confusão começou quando Maysa ocupou a tribuna para criticar o protocolo de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação, de autoria de Demilson. A parlamentar classificou a iniciativa como uma “atitude patética” e afirmou que a nova comissão teria sido apresentada para inviabilizar o desarquivamento da CPI proposta pela vereadora Maria Avalone (PSDB), que pretende investigar denúncias de assédio sexual envolvendo o ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Cuiabá, William Leite.
Durante o discurso, Maysa questionou o motivo da criação da nova comissão e afirmou que há outras denúncias envolvendo a Secretaria de Educação que também precisam ser investigadas.
“Qual é o desespero? Por que não se pode investigar? Por que tem que ser somente a CPI dos livros? Teve denúncia de pedalada fiscal, compra de kit bucal superfaturado, parquinho superfaturado e câmera superfaturada. Por que esse desespero?”, declarou.
Ao usar a palavra, Demilson rebateu as críticas e relembrou episódios envolvendo Maysa em legislaturas anteriores. O vereador afirmou que a colega já havia solicitado seu apoio em um processo que poderia resultar na perda de seu mandato e criticou a postura da parlamentar.
“Você me chamou de pateta hoje, mas foi esse pateta que trabalhou para preservar o seu mandato. Quando as minhas ideias não batem com as suas, você tenta diminuir os colegas. Esse é o seu jeito”, afirmou.
Demilson também disse que respeita as opiniões da vereadora, mas acusou Maysa de atacar quem pensa diferente e de levar os embates políticos para as redes sociais.
Enquanto o vereador fazia o pronunciamento, Maysa tentou intervir diversas vezes e pediu direito de resposta. O pedido não foi atendido de imediato pela presidente Paula Calil, o que provocou nova discussão. A vereadora passou a gritar no plenário, enquanto a presidente tentava restabelecer a ordem e conduzir os trabalhos.
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