terça-feira, 27 - janeiro 2026 - 09:51



Procurador diz que Câmara está ‘isenta’ de operação; salário de vereador afastado é mantido


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Allan Mesquita
Reportagem

O procurador-geral da Câmara Municipal de Cuiabá, Eustáquio Inácio de Noronha Neto, enfatizou, nesta terça-feira (27), que a Casa de Leis não é alvo direto da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil, que resultou no afastamento do vereador Chico 2000. Segundo ele, a investigação atingiu apenas o parlamentar e dois servidores comissionados, e a Câmara cumpre integralmente as determinações da Justiça.

A Câmara Municipal de Cuiabá, enquanto instituição, tem o seu nome, tem servidores honrados e trabalhadores. O vereador e os demais servidores estão sendo investigados, e a Câmara vai aguardar o desenrolar das investigações e cumprir integralmente as determinações da Justiça”, disse Noronha Neto.

A operação, que investiga suposto desvio de recursos públicos via emendas parlamentares, bloqueou R$ 676 mil e apreendeu veículos, imóveis e documentos relacionados ao caso.

Segundo Noronha Neto, todas as diligências da Polícia Civil, incluindo buscas em gabinetes e no setor de informática, foram realizadas de forma legal, sem comprometer a instituição.

O procurador confirmou que o afastamento de Chico 2000 pelo prazo de 60 dias, assim como a suspensão dos dois servidores, será cumprido imediatamente, mas ressaltou que, como em decisões anteriores, o parlamentar continuará recebendo o salário normalmente durante o afastamento.

Quanto à remuneração, será adotado o mesmo posicionamento das decisões anteriores. Ou seja, o vereador continuará recebendo normalmente durante o período de afastamento”, pontuou.


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