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- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou nesta segunda-feira (2) que o ex-governador Pedro Taques deixou o comando do Estado “como um dos piores governadores da nossa história” e acusou o adversário político de mentir e agir com má-fé ao ingressar com uma ação popular contra o governo estadual. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa após a abertura dos trabalhos legislativos, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
“O Pedro Taques saiu do governo do Estado de Mato Grosso como um dos piores governador da nossa história. Foi candidato à reeleição, ficou em quarto lugar. Perdeu para brancos e nulos. O Pedro Taques, mais uma vez, foi candidato ao Senado, ficou em sétimo lugar”, disparou Mauro Mendes, ao atribuir a iniciativa do ex-governador a interesses eleitorais diante da disputa ao Senado Federal.
Segundo Mendes, a ação ajuizada por Taques distorce fatos jurídicos e tenta criar uma narrativa sem respaldo legal. “Senhores, o Pedro Taques está mentindo e usando de má fé processual. O Pedro Taques, ele está motivado, seguramente, por interesses eleitorais. Ele usou de má fé processual, mentiu em vários pontos da tal ação que ele entrou. Está tentando revestir de alguma credibilidade coisa que ele não tem”, afirmou.
O governador também fez ataques pessoais ao ex-governador e disse que ele age movido por ressentimento político. “Talvez doa muito nele hoje por inveja, uma pessoa invejosa, uma pessoa maldosa. E todo mundo que o conhece sabe disso, que ele tem esses predicados negativos”, declarou.
Mauro Mendes reforçou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) atuou dentro da legalidade no acordo firmado com a empresa Oi, que é alvo da ação popular. “A PGE está muito segura e tudo que ela fez é absolutamente legal. Nós vamos demonstrar que ele fez uma gincana jurídica com alta má fé, tentando induzir a população para ganhar alguns likes, ganhar algumas curtidas”, disse.
O governador informou ainda que já ingressou com ações judiciais contra Pedro Taques por ataques pessoais. “Eu já estou processando, ele faz ataques a mim, a minha família, ao meu filho, faz ataque a um monte de gente lá, sem um lastro, sem nenhum lastro na verdade e na realidade. Ele já está sendo processado e vai ter que responder por isso. Tomara que ele tenha algum patrimônio, que ele vai pagar caro pelas mentiras que ele está contando”, afirmou.
Ao final, Mendes voltou a classificar a iniciativa como tentativa de manipulação política. “Ele está tentando, mais uma vez, aplicar um golpe eleitoral. Mato Grosso não vai cair no golpe eleitoral do Sr. Pedro Taques”, concluiu.
Ação popular
A ação foi ajuizada pelo ex-governador Pedro Taques (2015–2019) e aponta que empresas ligadas a parentes do governador Mauro Mendes e do deputado federal licenciado e chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), teriam se beneficiado de um acordo firmado para o pagamento de uma dívida tributária da empresa Oi, no valor de R$ 308 milhões. A denúncia também cita suposto favorecimento ao desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O governo do Estado nega qualquer irregularidade e sustenta que o acordo foi legal, vantajoso e resultou em economia de quase R$ 300 milhões aos cofres públicos, além de evitar bloqueios judiciais. A Procuradoria-Geral do Estado classificou como “má-fé processual” a alegação de que a ação rescisória da Oi teria sido protocolada fora do prazo e afirmou que Pedro Taques distorce fatos jurídicos com possível objetivo eleitoral.