- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
Embora tenha evitado comentar diretamente o ato de filiação da vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, ao MDB, o prefeito Abilio Brunini (PL) fez duras críticas ao partido e deixou claro que não aceitará qualquer influência da sigla na condução da Prefeitura, mesmo diante da possibilidade de se licenciar do cargo nos próximos meses.
Questionado pela imprensa sobre a mudança partidária de Vânia, Abilio afirmou repetidas vezes que não comentaria a decisão pessoal da vice-prefeita. “Eu não vou comentar sobre isso”, disse durante a inauguração do Centro AMAR (Atendimento Multidisciplinar de Apoio em Rede), no fim da tarde desta segunda-feira (2).
No entanto, ao ser provocado sobre o MDB, o prefeito adotou um tom mais incisivo e passou a criticar diretamente a legenda. “Para mim o MDB é um péssimo partido, não me representa, não representa o Brasil, é base do Lula, é um partido que eu desgosto”, afirmou Abilio.
Na sequência, ele recordou que a sigla abrigou seus rivais políticos, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro, agora filiado ao PSD, e atualmente acomoda o filho de seu antecessor, o deputado federal Emanuelzinho.
A declaração mais forte, porém, veio ao ser questionado sobre a possibilidade de o MDB voltar a comandar a Prefeitura caso ele venha a se licenciar do cargo. Abilio foi categórico. “O que depender de mim, o MDB não assume a Prefeitura de Cuiabá”.
As falas ocorrem no contexto da filiação de Vânia Rosa ao MDB, oficializada em ato realizado na sede do Diretório Estadual do partido, com a presença de lideranças estaduais e nacionais, como a deputada estadual Janaina Riva e o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi. Na ocasião, a vice-prefeita afirmou que chega ao MDB para “servir o partido” e sinalizou que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Durante a entrevista, Abilio também foi questionado sobre a possibilidade de se licenciar da Prefeitura para se dedicar à candidatura da esposa, Samantha Iris (PL), à Assembleia Legislativa. Diante dos novos acontecimentos, o gestor disse que poderá rever a decisão. “Está no meu planejamento a possibilidade disso acontecer, mas eu vou avaliar a todo momento as circunstâncias”, afirmou.
Ele acrescentou que a decisão dependerá do cenário político e administrativo. “Pode ser que, na hora, a gente opte pelo melhor caminho, que é se manter na Prefeitura cumprindo a função do cargo”, disse.
Apesar do tom duro contra o MDB, o prefeito evitou ataques diretos à vice-prefeita e manteve a postura de separar a decisão pessoal de Vânia da condução da gestão municipal.