- CUIABÁ
- SÁBADO, 28 , FEVEREIRO 2026
Durante o encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, nesta sexta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O presidente questionou a ausência de projetos estaduais para obras de prevenção, destacando que o estado dispõe de R$ 3,5 bilhões em recursos do Novo PAC que seguem sem destinação específica.
Lula atribuiu as recentes tragédias causadas pelas chuvas a um “descaso histórico” com a população de baixa renda. O ministro das Cidades, Jader Filho, endossou a crítica, pontuando que a verba federal deveria ser aplicada urgentemente em macrodrenagem e contenção de encostas para evitar novas perdas humanas e materiais.
Agenda em Minas e Investimento em Prevenção
Neste sábado (28), o presidente visita Juiz de Fora e Ubá, cidades mineiras severamente castigadas pelos temporais, que já somam 64 mortes.
O governo federal aproveitou o evento para contrastar os investimentos atuais com os da gestão anterior. Segundo Jader Filho:
Gestão Bolsonaro: Destinou R$ 6 milhões para prevenção de desastres.
Gestão Atual: Alocou mais de R$ 32 bilhões, sendo R$ 6,5 bilhões exclusivos para o Rio Grande do Sul.
“A ciência mostra que precisamos tornar nossas cidades resilientes e adaptadas aos eventos climáticos extremos”, afirmou o ministro. Como resposta imediata, a Defesa Civil Nacional autorizou o repasse de R$ 6,19 milhões para ações emergenciais em municípios de Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.
Impacto Climático e Educação Social
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) revelam que os extremos climáticos já afetaram diretamente mais de 336 mil pessoas no Brasil, gerando prejuízos de R$ 3,9 bilhões.
Além da pauta ambiental, Lula abordou a violência de gênero, defendendo que o enfrentamento deve começar na base educacional. O presidente sugeriu ao Ministério da Educação a implementação de conteúdos em creches para formar cidadãos que respeitem a igualdade entre homens e mulheres desde a infância.
A Conferência Nacional das Cidades, retomada após um hiato de 13 anos, encerrou os debates focada na construção de uma Política Nacional de Desenvolvimento Urbano que integre justiça social e sustentabilidade.