- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 12 , MARÇO 2026
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da soltura de Marcos Pereira Soares, acusado de matar a própria irmã, Estefane Pereira Soares, de 17 anos, crime ocorrido na noite de quarta-feira (11), em Cuiabá.
Em análise preliminar, foi identificada possível falha humana na consulta ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A inconsistência estaria relacionada à existência de dois Registros Judiciais Individuais vinculados ao nome do suspeito.
De acordo com o delegado Caio Albuquerque, Marcos já possuía condenação definitiva de 19 anos de prisão por um homicídio ocorrido anteriormente no bairro Três Barras, na capital. Apesar de ter cumprido parte da pena, ainda não havia tempo suficiente para obter a liberdade.
Durante o período em que esteve preso, ele também respondeu a outro processo por lesão corporal contra a então companheira, o que resultou em uma segunda condenação, com pena menor. Foi nesse processo que acabou sendo expedido um alvará de soltura.
Segundo o delegado, durante as checagens realizadas para o cumprimento do alvará, não foi identificada, inicialmente, nenhuma pendência que impedisse a liberação do preso.
A Corregedoria informou que já abriu procedimentos administrativos para investigar o caso e esclarecer o que levou à inconsistência que resultou na soltura do suspeito.
Corpo encontrado
Estefane estava desaparecida desde terça-feira (10). A família iniciou buscas após o irmão apresentar versões contraditórias sobre o paradeiro da jovem.
Na noite de quarta-feira (11), por volta das 21h30, equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmaram que o corpo da adolescente foi localizado dentro de um córrego.
A vítima estava submersa na água, com as pernas para fora, e apresentava ferimentos pelo corpo. O local foi isolado para os trabalhos do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e da Politec.
O suspeito foi preso já na madrugada de quinta-feira (12) pela Polícia Militar de Mato Grosso, na região do CPA. Ele foi abordado enquanto caminhava pela avenida Brasil e encaminhado para a DHPP, onde prestará depoimento.
A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil.