- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 4 , MAIO 2026
O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), criticou declarações do senador e ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro, após a votação no Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal por 42 votos a 34.
Fávaro havia afirmado que a decisão representaria uma afronta à “vontade dos evangélicos” e do “povo de Deus”.
Em resposta, Galvan rechaçou a fala e afirmou que o Senado não deve ser usado como instrumento de pressão política. “Isso é conversa fiada. O Senado não está ali para carimbar a vontade do governo, muito menos para usar o nome de Deus como justificativa política. Cada senador votou de acordo com sua consciência, e isso precisa ser respeitado”, disse.
O pré-candidato também criticou o que considera uma tentativa de misturar religião e disputas políticas. “Não dá para misturar fé com conveniência política. Usar ‘povo de Deus’ como argumento para pressionar decisões do Senado é desrespeitar tanto a política quanto a própria religião”, afirmou.
Galvan destacou ainda que a rejeição da indicação reforça a independência do Legislativo. “Depois de mais de um século, o Senado mostrou que não é puxadinho de governo nenhum. Isso é a democracia funcionando, goste ou não”, declarou.
Ele também questionou contradições no discurso de aliados do governo federal e defendeu coerência nas posições públicas. “O brasileiro sabe diferenciar discurso de verdade”, disse.
Ao final, Galvan reforçou sua posição sobre atuação política. “O Brasil precisa de senadores com posição, que não mudem conforme o momento. Eu defendo valores de verdade, sem oportunismo e sem usar a fé como ferramenta política”, concluiu.