quinta-feira, 4 - junho 2026 - 06:09



SAÚDE GLOBAL

República Democrática do Congo registra 363 casos de Ebola


EBOLA-RD-CONGO-3
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O número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) subiu para 363, incluindo 62 mortes, segundo dados divulgados pelo governo nesta quarta-feira (3).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a resposta global ao surto está avançando, mas ainda enfrenta desafios. Durante coletiva de imprensa, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que os esforços têm reduzido a distância em relação à propagação da doença, embora a situação ainda exija atenção.

“O surto teve uma grande vantagem inicial, e ainda estamos atrás, mas, sob a liderança do governo da RDC, estamos recuperando terreno”, afirmou Tedros.

O surto está associado à cepa Bundibugyo do vírus Ebola e já se espalhou para a vizinha Uganda, onde foram registrados 15 casos, incluindo uma morte, de acordo com a OMS.

A organização informou que houve melhora no acesso aos testes, o que permitiu descartar centenas de casos suspeitos inicialmente notificados. Segundo a OMS, parte da dificuldade no diagnóstico está no fato de que os testes mais utilizados não identificam especificamente a cepa envolvida no surto, o que contribuiu para o acúmulo de casos em análise.

“O que a equipe em campo está fazendo é eliminar esse acúmulo”, explicou Abdirahman Mahamud, diretor de operações de alerta e resposta a emergências de saúde da OMS.

Apesar dos avanços, a resposta ao surto ainda enfrenta dificuldades para ampliar a testagem e rastrear contatos de infectados. A OMS também alerta que restrições de viagem impostas por alguns países têm afetado cadeias de suprimento e dificultado as ações de contenção.

Atualmente, cerca de 45% dos contatos de casos confirmados estão sendo monitorados. Para conter a propagação da doença, a OMS considera necessário que esse índice ultrapasse 90%, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O diretor-geral da OMS afirmou ainda que há indícios de que o surto possa ter começado em janeiro, hipótese ainda em investigação. Ele ressaltou, no entanto, que o foco atual deve ser a contenção da transmissão.

A organização estima a necessidade de pelo menos US$ 115 milhões nos próximos três meses para financiar a resposta ao surto. Até o momento, cerca de 35% desse valor foi arrecadado, segundo o diretor de emergências da OMS, Chikwe Ihekweazu.

Um plano ampliado de combate à doença e uma campanha internacional de arrecadação de recursos devem ser lançados na sexta-feira, em parceria com instituições como os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) e os governos da RDC e de Uganda.


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