- CUIABÁ
- DOMINGO, 9 , AGOSTO 2026
O candidato ao Senado Federal José Medeiros (PL) classificou a aliança entre PL e MDB como uma “desgraça” expôs uma quebra de promessa partidária de que as siglas não fariam a coligação. A declaração foi dada nesta sexta-feira (7), em Sorriso (420 km de Cuiabá), após o parlamentar confirmar o ex-deputado estadual Xuxu Dal Molin como segundo suplente de sua chapa.
Ao ser questionado sobre a aliança, Medeiros ironizou a situação ao citar a chamada Lei de Murphy, segundo a qual aquilo que pode dar errado acaba acontecendo. “Olha, é a Lei Murphy. É melhor não prever nenhuma desgraça porque elas podem acontecer e acontece”, afirmou.
Na sequência, o deputado afirmou que a política é feita de decisões e consequências e reconheceu que a composição com o MDB gerou dificuldades dentro do próprio PL, especialmente entre prefeitos. “A política é árdua, é o possível, política tem decisões e consequências e houve, eu diria, uma dificuldade dentro do PL com os prefeitos e entre o MDB e os prefeitos. A gente fica com os prefeitos e vamos tocar nossa campanha sem problema nenhum”, declarou.
O posicionamento ocorre em meio às divergências internas do PL em Mato Grosso sobre a composição com o MDB. A aproximação entre as siglas é liderada pelo projeto do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo e da deputada Janaina Riva (MDB) ao Senado, mas enfrenta resistência de parte das lideranças liberais.
Nos últimos meses, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, também precisou lidar com as manifestações contrárias de integrantes da legenda. O dirigente chegou a cobrar fidelidade partidária de filiados que se posicionassem contra o projeto de Fagundes, embora posteriormente tenha adotado discurso de diálogo com prefeitos.
Medeiros, por sua vez, destacou que havia um compromisso para que a aliança não fosse concretizada, mas que, apesar disso, a coligação acabou sendo formada. “A gente tinha o compromisso, houve promessa de que não haveria essa coligação, acabou havendo.”
Apesar da contrariedade, o candidato afirmou que não pretende deixar o episódio interferir em sua estratégia eleitoral. Para ele, quem atua há muito tempo na política precisa estar preparado para mudanças e decisões inesperadas. “É bom que na política é o seguinte: as pessoas vão se descortinando e a gente também. Quem já está nisso por muito tempo, a gente sabe que tudo é possível”, disse.
Medeiros afirmou ainda que o episódio não tira o foco dos objetivos eleitorais do grupo que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“Isso não tira a nossa vista do objetivo. Nosso objetivo é Flávio no Planalto, a gente fazer maioria no Senado, fazer maioria na Câmara e vamos pra frente”, afirmou.
Medeiros elogia escolha de Alfredo Gaspar
Durante a entrevista, Medeiros também foi questionado sobre a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. O candidato ao Senado classificou a decisão como “extraordinária” e lembrou que participou do processo que levou o alagoano à política. “Eu tive a oportunidade de trazer praticamente o Alfredo Gaspar pra política”, afirmou.
Segundo Medeiros, à época, Gaspar ainda era promotor de Justiça e precisou deixar o cargo para disputar uma eleição. O parlamentar também relatou ter trabalhado posteriormente para levar o político ao PL.
Medeiros destacou a atuação de Gaspar na segurança pública de Alagoas e afirmou que ele reúne características importantes para a composição nacional. “É uma pessoa extraordinária, simples, muito conteúdo, competente. Olha, tudo que o Flávio precisava”, afirmou.
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