- CUIABÁ
- DOMINGO, 9 , AGOSTO 2026
O menino Noah Vinicius Xavier, de 2 anos e 5 meses, desembarcava de um carro de aplicativo com os pais para participar de uma festa de aniversário de 15 anos de uma parente quando teria visto outras crianças na rua e corrido em direção a elas, sendo atingido por um Hyundai Creta. O acidente ocorreu na tarde deste sábado (8), em frente a um clube de festas, em Várzea Grande. O menino foi resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos a caminho do hospital.
A dinâmica foi explicada pelo investigador da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), George Fontoura, com base nas imagens de uma câmera de segurança e nas primeiras informações coletadas no local.
Segundo o investigador, os pais desembarcaram do veículo e retiraram as crianças. Noah teria permanecido inicialmente próximo ao carro, mas, ao perceber outras crianças na rua, saiu de trás do carro por aplicativo e correu para encontrá-las, momento em que acabou atingido pelo Creta.
“Eles desceram o pai, a mãe e duas crianças, tiraram as crianças primeiro do carro, e nisso a criança de dois anos sozinha viu outras crianças na rua, saiu para ir de encontro a essas amiguinhas, alguma coisa assim, parentes”, explicou Fontoura.
Ainda conforme o investigador, o menino atravessou a rua próximo ao momento em que o Creta se aproximava. A condutora não teria conseguido realizar a frenagem necessária para evitar a colisão.
“No momento que ele atravessou na frente do veículo e foi colidido”, afirmou.
Após o atropelamento, familiares correram para socorrer o menino. O Corpo de Bombeiros realizou o primeiro atendimento e retirou a criança do local porque ela ainda apresentava sinais de vida. Segundo Fontoura, foram realizados procedimentos de reanimação, mas Noah acabou morrendo posteriormente dentro da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel (Samu), durante o deslocamento para atendimento médico.
“Houve a tentativa de salvar essa criança. Então foi feito, o mais importante, tirar a criança do local e tentar salvar”, explicou o investigador.
Perícia vai analisar velocidade do veículo
A condutora do Hyundai Creta permaneceu no local após o acidente e foi submetida ao teste do etilômetro, que não apontou consumo de álcool. O motorista do carro de aplicativo também realizou o teste, com resultado negativo.
Questionado sobre a possibilidade de a condutora estar em alta velocidade, Fontoura afirmou que as imagens, neste momento, não permitem determinar a velocidade do veículo. Segundo ele, há um quebra-molas a aproximadamente 100 a 150 metros do ponto do atropelamento, e a criminalística deverá analisar as imagens para tentar estabelecer a velocidade do Creta no momento da colisão.
A investigação deverá esclarecer a dinâmica completa do acidente.