Alcolumbre não atuou para ajudar o governo a angariar votos a favor de Messias. Minutos antes do resultado da votação, o presidente do Senado chegou a prever que o advogado-geral da União seria derrotado por oito votos.
“Teve uma reunião institucional muito importante para a democracia porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil e esse diálogo foi restabelecido tanto que já tivemos duas reuniões muito boas e produtivas pensando no Brasil. Esse é o meu papel e eu creio que é o dele também”, declarou Alcolumbre.
Reaproximação
Em duas semanas, o presidente do Senado se reuniu duas vezes com o presidente Lula. O primeiro encontro entre os dois ocorreu mais de três meses após a rejeição de Messias.
No encontro desta quarta, que durou cerca de duas horas, Lula e Alcolumbre conversaram sobre as pautas consideradas prioritárias pelo governo e que ainda não andaram no Senado.
Entre os temas de interesse do governo que enfrentam dificuldades na Casa estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
O governo também tem interesse na aprovação da Medida Provisória (MP) que acabou com a chamada “taxa das blusinhas” e de propostas relacionadas à exploração de minerais críticos e terras raras.
Nos bastidores, a avaliação é que o avanço da agenda do Palácio do Planalto no Senado dependia de uma reaproximação entre os dois.
A retomada do diálogo começou na semana passada, durante um jantar na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Eleições 2026
Após a reunião desta quarta, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que Alcolumbre estará com o presidente Lula nas eleições deste ano.
“O Davi tem já compromisso com a nossa chapa no Amapá. Eu tenho acompanhado isso. Independente aqui da pauta no Senado, das matérias de interesse do governo, nós temos uma chapa à reeleição do governador, a candidatura do senador Randolfe [Rodrigues], e o Davi está absolutamente sintonizado com a reeleição do Lula e com o nosso palanque lá no Amapá”, disse o ministro.