quarta-feira, 26 - agosto 2026 - 16:19



CAPIVARA EXTENSA

Bandido executado em confronto já matou 4 pessoas, diz delegado


Allan Mesquita / FatoAgora
delegado – ian
delegado – ian

Ian dos Santos, de 30 anos, morto em confronto com a Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (26), já havia cometido quatro homicídios, segundo o delegado José Getúlio Daniel, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop.

Conforme o delegado, dois dos homicídios foram praticados quando Ian ainda era menor de idade e outros dois após atingir a maioridade. Ele também possuía uma condenação definitiva de 13 anos de prisão e era investigado por tráfico de drogas e outros crimes cometidos com violência ou grave ameaça.

Ian morreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão da Operação Dissolução Forçada. Segundo José Getúlio, o suspeito reagiu à abordagem e apontou uma arma contra os policiais.

“No momento que foi realizada a abordagem do suspeito, após a equipe policial entrar, ele, no intuito de fugir, não obedeceu às ordens e saiu com uma arma de fogo em desfavor dos policiais. Foi necessário realizar um disparo de arma de fogo. Acabou sendo fatal, o indivíduo foi neutralizado”, afirmou ao SBT Comunidade.

Drogas também foram encontradas na residência do suspeito.

Operação

A Operação Dissolução Forçada foi deflagrada pela Draco de Sinop para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro oriundo principalmente do tráfico de drogas praticado por integrantes de uma facção criminosa.

Ao todo, foram expedidas 48 ordens judiciais, sendo 18 mandados de busca e apreensão, 24 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas de até R$ 12 milhões e a suspensão das atividades de seis empresas.

As medidas são cumpridas simultaneamente em Mato Grosso, Paraná, Goiás e São Paulo. Em Mato Grosso, os alvos estão em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá. Também há ações em Loanda (PR), Goiânia (GO) e São Paulo (SP).

Segundo a investigação, pessoas ligadas à organização criminosa utilizavam empresas e contas de terceiros para movimentar e ocultar recursos provenientes do tráfico.

De acordo com o delegado, algumas empresas seriam fantasmas e sequer teriam existência física, sendo utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Facção movimentou R$ 12 milhões

A investigação apontou que a facção movimentou mais de R$ 12 milhões entre 2024 e 2025. Os valores seriam provenientes principalmente da venda de drogas.

Segundo José Getúlio, os entorpecentes chegam da região de fronteira e passam por municípios como Pontes e Lacerda e Cáceres, antes de serem distribuídos para cidades do norte de Mato Grosso.

Entre os municípios abastecidos pelo esquema estão Alta Floresta, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde.

A Polícia Civil identificou ainda o principal suspeito de realizar a contabilidade do tráfico na região, além de pessoas responsáveis por receber os valores e líderes da organização criminosa que seriam os destinatários finais do dinheiro.

As seis empresas atingidas pela suspensão das atividades seriam utilizadas para movimentar os recursos e tiveram o funcionamento interrompido como forma de impedir o fluxo financeiro e o reinvestimento do dinheiro em novos crimes.

As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos durante a operação.

Veja:

 


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