segunda-feira, 14 - setembro 2026 - 16:24



PARCEIRO OCULTO

Wellington minimiza 'silêncio' de Abilio em disputa ao Governo de MT; 'faço a minha parte'


Da Redação/ FatoAgora
Abilio e Fagundes
Abilio e Fagundes

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), minimizou a falta de apoio público do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), à sua candidatura ao Palácio Paiaguás. Embora pertençam ao mesmo partido, Abilio tem demonstrado maior proximidade com o projeto do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e recentemente pediu votos para a esposa, Samantha Iris, para José Medeiros ao Senado e para Flávio Bolsonaro à Presidência.

Questionado sobre o cenário e sobre estar sendo tratado como uma espécie de “parceiro oculto” pelos próprios aliados, Wellington evitou críticas e afirmou que prefere continuar trabalhando por Cuiabá. O senador lembrou que apoiou Abilio durante a campanha eleitoral e disse ter viabilizado R$ 6 milhões para a construção da Casa do Autista, apontada como um dos principais projetos do prefeito e de Samantha.

“Eu apoiei o Abilio, eu estive na campanha do Abilio, eu trouxe agora para o Abilio R$ 6 milhões para construir o maior desejo do Abilio e da Samantha que é a Casa do Autista. Ou seja, eu estou procurando fazer a minha parte”, afirmou nesta segunda-feira (14), durante entrevista no centro de Cuiabá.

Wellington também citou recursos destinados ao município por meio do FEX (Fundo de Compensação das Exportações), cuja criação, segundo ele, contou com uma lei de sua autoria. “Cuiabá recebeu milhões e milhões do FEX, que é o Fundo de Compensação das Exportações, uma lei do Wellington Fagundes, assim como Várzea Grande recebeu cinquenta e tantos milhões do FEX”, declarou. A postura ocorre em um momento em que o candidato enfrenta resistência dentro do próprio campo político, com prefeitos do PL, como Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, demonstrando apoio a Pivetta e sob risco de punição partidária. Mesmo diante do isolamento entre aliados, Wellington sinaliza que, por enquanto, prefere acumular entregas e evitar transformar a falta de apoio em uma nova crise dentro do PL.


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