quarta-feira, 23 - setembro 2026 - 08:48



APÓS UM ANO FORAGIDA

‘Angeliquinha’, condenada a 260 anos, é presa na Bolívia


Da Redação / FatoAgora
Angeliquinha
Angeliquinha

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Foragida desde agosto de 2025, ela é apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso e possui mais de 260 anos de condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.

A captura foi resultado de uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana, após troca de informações e trabalho de investigação para localizar a foragida em território boliviano.

A operação contou com equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), além da Gerência Estadual de Polinter (Gepol).

Angeliquinha fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, no dia 17 de agosto do ano passado. Durante o período em que permaneceu foragida, seis mandados de prisão foram expedidos contra ela.

Segundo as investigações, Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta e municípios da região. A facção da qual ela é apontada como liderança estaria envolvida com tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

Após a prisão, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno de Angeliquinha ao Brasil, onde ela deverá ser colocada à disposição da Justiça.

Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar ligado a Angeliquinha. Conforme as investigações, familiares davam suporte às atividades criminosas e auxiliavam na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Eles são investigados por integrar o núcleo familiar que, segundo a polícia, dava apoio ao grupo criminoso e movimentava recursos de origem ilícita.

As investigações apontaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses.


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